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EUA 26/27: Nova safra começa com El Niño no radar e seca alcançando áreas importantes de produção

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Com as primeiras projeções oficiais de área para a safra 2026/27 dos EUA conhecidas, o mercado começa agora a atentar-se às condições climáticas em que a nova temporada vai se desenvolver. Assim como o produtor brasileiro, o norte-americano também enfrenta margens muito apertadas, custos mais altos e, por isso, depende do clima para garantir boas médias de produtividade e tentar ganhar um pouco melhor por escala. 

Ainda assim, o mercado sabe que os números de área, também por conta de como o tempo se comportará nas principais regiões produtoras dos EUA, deverão se alterar ao longo da safra. 

“Como acontece com qualquer divulgação de março, esses números funcionam menos como um veredicto e mais como um ponto de referência — um ponto que será testado, revisado e, em última análise, moldado pelas forças agronômicas e macroeconômicas que definem a época de plantio”, disse o diretor de pesquisas da Advance Trading, Cesar Cruz, ao portal Farm Progress. “As decisões de plantio dos produtores não são estáticas. Elas respondem à evolução da economia dos insumos, às janelas climáticas da primavera e aos sinais de preços futuros que surgem entre agora e o início do verão. O relatório de área plantada de junho será muito mais conclusivo”. 

COMO ESTÁ O CLIMA AGORA?

A última atualização do Drought Monitor – o Monitor de Seca dos EUA – mostra que a condição de seca piorou nas áreas agrícolas, com um avanço de 2 pontos percentuais nas áreas de soja, de 3 nas áreas de milho e de 8 no trigo de inverno. O mapa de 31 de março mostra o agravamento em relação ao do dia 24, como

Drought Monitor
Drought Monitor

“Na semana encerrada em 31 de março, foram identificadas pioras de uma classe de seca no sudoeste de Minnessota, noroeste e centro-oeste de Iowa, sul de Illinois e em grande parte do estado da Dakota do Sul, Nebraska, Kansas, Oklahoma, Texas, Arkansas, Louisiana e em toda a extensão do Kentucky. Melhoras de uma classe de seca ocorreram apenas no oeste e leste de Illinois, centro norte de Indiana
e no norte de Ohio”, informou o boletim do Grupo Labhoro.

Assim, são 44% de áreas de soja e 44% de milho sofrendo sob alguma condição de seca em solos americanos. No trigo de primavera, 21% e no de inverno, 8%. 

Os mapas do NOAA – o serviço oficial de clima do governo dos EUA – traz mapas mostrando que, nos próximos 6 a 10 e 8 a 14 dias, serão de chuvas levemente acima da média, mas também temperaturas mais elevadas do que o normal para o atual período. 

EUA 6 a 10 dias
Mapas: NOAA + Royal Rural
EUA 8 a 14 dias
Mapas: NOAA + Royal Rural

Caso as chuvas se confirmem, as condições de seca podem melhorar, trazendo, inclusive, melhores níveis de umidade nos solos. Todavia, as previsões mais alongadas – para o período de todo abril e para o intervalo de abril a junho – as chuvas acima da média ficarão mais localizadas, enquanto todo os EUA deverão registrar temperaturas acima da média, como mostram os mapas a seguir, levantadas pela Royal Rural. 

EUA Abril
Mapas: NOAA + Royal Rural
EUA Abril-Junho
Mapas: NOAA + Royal Rural

SAFRA 26/27 X EL NIÑO “GODZILLA”

Como explica o diretor da Pátria Agronegócios, Matheus Pereira, a nova safra norte-americana está sob a ameaça de um grande fenômeno climático, que é um El Niño de forte intensidade. “Ainda estamos longe de confirmações, mas estão usando uma termologia lá fora por alguns pesquisadores para chamar o El Niño de El Niño ‘Godzilla’, extremamente forte, em processo de formação”. 

O aquecimento das águas do Pacífico está em andamento, o monitoramento indica uma forte inclinação para esta confirmação, porém, ela ainda não é definitiva. Ainda assim, os produtores e o mercado começam a ficar em alerta. 

Abaixo, veja as anomalias da temperatura da superfície marinha de abril a setembro em dados compilados pela Pátria:

Anomalia abril

Anomalia maio

Anomalia junho

Anomalia julho

Anomalia agosto

Anomalia setembro

“É importante lembrar que o El Niño, para a safra americana, se assemelha muito aos efeitos do El Niño para o nosso verão na região central brasileira. Temperaturas mais quentes do que o normal e menos chuvas em partes do centro, leste e sul do cinturão americano. Então, as preocupações são elevadas. Em anos convencionais, sem fenômenos estimados, com neutralidade climáticas, poderíamos estimar um começo de safra com regularidade nos EUA. Esse ano é ao contrário. Esse ano já tem pontos no radar que já inclinam a safra americana para mais problemas do que saúde vegetal. Então, veremos, mas pode ser um início problemático”, detalha Pereira. 

MERCADOS AINDA NÃO PRECIFICAM OS RISCOS

O diretor da Pátria explica ainda que, apesar das preocupações crescentes, o mercado ainda não precifica os eventuais problemas de clima que a nova safra dos EUA pode sofrer, uma vez que ainda está concluindo suas observações e precificações da safra 2025/26 da América do Sul. 

Clima EUA - Pátria
Mapas: Pátria Agronegócios

“A América do Sul ainda é importante para o mercado, mas cada vez mais, nesta época do ano, ela perde relevância. O mercado entende que de Brasil, Argentina, Paraguai, não tem muito o que se extrair de informações para a construção da oferta do que tínhamos em dezembro e janeiro, pico da formação do teto produtivo na América do Sul. E cada vez mais essas atenções são depositadas na América do Norte”, diz. 

Por enquanto, todavia, o mercado ainda observa tais previsões climáticas – que não são uma ciência exata – com certa superficialidade para os EUA e o Hemisfério Norte de uma forma geral, que vai dando início às suas novas safras de verão nas próximas semanas e meses. 

Reveja a entrevista de Matheus Pereira:

logo_sinap

METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda