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A transição climática será construída com o agro — ou não será construída

Eduardo Caldas - Crédito foto Frederico Gomes.jpg
Eduardo Caldas
 Instituto Equilíbrio 

Há uma narrativa viciada, que se tornou quase um mito: a que coloca produção agrícola de um lado e preservação ambiental do outro, como se o Brasil tivesse que escolher entre elas. Quem trabalha com o agro sabe que essa divisão não corresponde à realidade do campo. E quem trabalha com clima sabe que sem o setor produtivo brasileiro, não há transição climática que se sustente.

O problema não é falta de vontade de nenhum dos lados. É falta de espaço para o diálogo, com as pessoas certas, no momento certo. Parte do que o Instituto Equilíbrio se propõe a fazer é exatamente isso: construir pontes e contribuir com decisões formadas por evidências e dados científicos nesses espaços.

Escuta antes de proposta

Antes de propor soluções, o Instituto Equilíbrio pratica escuta ativa. E o que essa escuta revela, repetidamente, é que os interesses dos diferentes atores dessa agenda são muito menos incompatíveis do que o debate público costuma sugerir.

Produtores rurais querem previsibilidade e tecnologia que funcione no campo. Investidores querem segurança jurídica e clareza sobre os caminhos de descarbonização. Formuladores de políticas precisam equilibrar crescimento, segurança alimentar e metas ambientais. Esses não são objetivos opostos. Na maior parte das vezes, são faces diferentes do mesmo desafio. Como resultado, a sociedade deseja harmonia nos processos.

O que falta, com frequência, não é consenso sobre o destino. É coordenação sobre o caminho. E coordenação exige que atores que raramente se sentam juntos comecem a conversar de forma estruturada, com base em evidências e sem a distorção das polarizações que dominam o debate público.

Oportunidades que casam interesses

Uma parte central do trabalho do Instituto Equilíbrio é identificar oportunidades que consigam alinhar interesses diversos. Não consensos artificiais, mas pontos de convergência reais, onde o que é bom para a competitividade do agro também é bom para o clima, e vice-versa.

Um estudo do Observatório de Bioeconomia da FGV, apoiado pelo Instituto Equilíbrio e pela Agni, ilustra bem esse potencial: a adoção ampliada de tecnologias como bioinsumos, biocombustíveis, plantio direto e sistemas mais eficientes de produção pecuária poderia adicionar até R$ 94,8 bilhões por ano ao PIB brasileiro até 2030. O dado não é sobre sacrifício. É sobre oportunidade. E boa parte dessas práticas já está sendo adotada por produtores brasileiros.

Isso importa porque muda o enquadramento da conversa. A transição climática no agro não precisa ser apresentada como algo imposto de fora para dentro. Ela pode ser construída a partir das capacidades, da escala e do conhecimento que o setor já tem. O Brasil possui uma base científica sólida, experiência consolidada em agricultura tropical e uma capacidade de inovação produtiva reconhecida internacionalmente. O que falta é acelerar a coordenação.

O custo de não avançar

Ao mesmo tempo, é preciso nomear o risco do caminho oposto. O mundo está mudando rapidamente: cadeias globais de valor incorporam critérios ambientais cada vez mais rigorosos, mercados consumidores exigem rastreabilidade, e investidores precificam risco climático com crescente sofisticação. O custo da inação pode ser maior do que o custo da transição, e esse argumento ressoa com quem pensa em competitividade de longo prazo, não apenas em ciclo de safra.

Não se trata de pressão externa ou agenda ideológica. Trata-se de ler corretamente para onde as tendências mais modernas estão se movendo e garantir que o agro brasileiro esteja posicionado para capturar o valor dessa transformação, em vez de ser penalizado por ela.

Pontes que precisam ser construídas

O Instituto Equilíbrio atua como conector institucional entre diferentes interlocutores: a sociedade em geral, o setor produtivo e a comunidade científica, o debate técnico e a formulação de políticas, os interesses do agro e as expectativas do mercado global. Esse papel de articulação não substitui os atores, não toma partido por nenhum deles. Organiza o diálogo e produz as evidências que permitem que decisões melhores sejam tomadas.

Think tanks que funcionam de verdade não operam no vácuo. Eles constroem credibilidade na interseção entre setores que precisam trabalhar juntos, mas que raramente têm estrutura para fazer isso sozinhos. É nessa interseção que o Instituto Equilíbrio quer estar.

A transição climática será construída com o agro ou não será construída. Não como slogan, mas como descrição fria da realidade: sem o setor produtivo brasileiro, as contas não fecham. E o agro, quando bem-informado e bem articulado, tem todo o interesse em liderar esse processo. Nosso papel é contribuir para que isso aconteça.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda