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Doenças e clima impõem novos desafios ao trigo no Brasil; Zarc se consolida como ferramenta estratégica no campo

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O avanço das doenças no trigo e a maior irregularidade climática têm ampliado os desafios para o produtor brasileiro. Manchas foliares, podridões radiculares e perdas de qualidade por excesso de chuva na fase de colheita vêm impactando produtividade e preço recebido, especialmente na Região Sul, onde não há uma estação seca bem definida durante a maturação do cereal.

Nesse cenário, o Protocolo do Zoneamento Agrícola de Risco Climático, o Zarc, tem ganhado protagonismo como ferramenta central de gestão. Segundo o agrometeorologista Gilberto Cunha, da Embrapa Trigo, a primeira decisão para quem deseja reduzir riscos na cultura é clara: seguir rigorosamente as orientações do zoneamento.

“O produtor precisa olhar estado, município, tipo de solo da área e a cultivar escolhida. A partir disso, verificar quais são os períodos de semeadura de menor risco indicados pelo Zarc. Essa é a base da gestão de risco climático no trigo”, afirma.

O Zarc define janelas de plantio com diferentes níveis de risco, considerando histórico climático, tipo de solo e ciclo das cultivares. Ao respeitar essas indicações, o agricultor reduz a probabilidade de enfrentar estiagens em fases críticas ou excesso de chuva na colheita, dois fatores que vêm comprometendo tanto rendimento quanto qualidade industrial do grão.

De acordo com informações do Ministério da Agricultura e Pecuária, o Zarc é uma política pública consolidada que orienta o calendário de plantio em todo o país e é condição obrigatória para acesso a programas como o crédito rural com cobertura do Proagro e ao seguro rural subvencionado. A ferramenta é atualizada periodicamente com base em séries históricas climáticas e estudos técnicos, justamente para acompanhar as mudanças no regime de chuvas e temperatura.

Além da definição correta da janela de plantio, Cunha destaca que a gestão de risco no trigo passa por práticas agronômicas fundamentais. A rotação de culturas é uma das principais. “Não plantar trigo ano após ano na mesma área é essencial. Isso aumenta doenças de solo, como as podridões radiculares, que são de difícil controle e não têm resistência genética consolidada”, explica.

O cultivo contínuo também favorece a sobrevivência de patógenos nos restos culturais, elevando a pressão de manchas foliares. Em anos com maior umidade, esses problemas se intensificam, exigindo mais aplicações de fungicidas e elevando o custo de produção.

A escolha de cultivares com melhor tolerância ou resistência genética às principais doenças da região é outra decisão estratégica. Trata-se de uma medida de baixo custo e alto impacto, especialmente em um contexto em que as condições climáticas têm favorecido ciclos mais severos de doenças.

O monitoramento constante da lavoura também é apontado como decisivo. Aplicações tardias de fungicidas ou adubações fora do momento ideal reduzem eficiência e aumentam despesas sem retorno proporcional. “É preciso assistência técnica presente e decisões no momento em que elas trazem resposta”, reforça o pesquisador.

Na fase final do ciclo, a orientação é não postergar a colheita. No Sul do Brasil, onde a maturação do trigo coincide muitas vezes com o plantio da soja, é comum o produtor priorizar a semeadura da oleaginosa e deixar o cereal pronto no campo. O risco, segundo Cunha, é alto. Chuvas sobre o trigo maduro reduzem peso hectolítrico, provocam germinação na espiga e comprometem a qualidade industrial, impactando diretamente o preço recebido.

Por fim, o especialista lembra que o trigo é uma cultura de risco elevado e que a transferência desse risco é parte da estratégia de gestão. A adesão ao seguro rural privado ou ao Proagro funciona como mecanismo de proteção financeira em caso de perdas climáticas severas.

Com a intensificação das doenças e maior variabilidade do clima, o uso do Zarc deixa de ser apenas uma exigência burocrática e passa a ser uma ferramenta técnica indispensável. Integrado a boas práticas de manejo, escolha adequada de cultivares e proteção financeira, ele se consolida como um dos pilares para manter a viabilidade do trigo no Brasil.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda