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Calor intenso eleva risco para safras gaúchas, diz EarthDaily

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SÃO PAULO, 5 Fev (Reuters) – Uma onda de calor e tempo seco em partes do Rio Grande do Sul, um dos maiores produtores de soja do Brasil, eleva os riscos para a produtividade da safra gaúcha 2025/26, apontou em relatório nesta quinta-feira a empresa de monitoramento agrícola por satélite EarthDaily.

O modelo americano GFS projeta a atuação de uma onda de calor sobre a região Sul e parte de Mato Grosso do Sul, acrescentou a empresa, salientando que, ao longo dos próximos 14 dias, em sete deles os termômetros deverão registrar temperaturas acima de 35ºC no Rio Grande do Sul.

O calor e também a baixa precipitação em algumas áreas acontecem em momento importante para o desenvolvimento da safra do Rio Grande do Sul, semeada mais tarde no país. Com a colheita da soja brasileira já em andamento e projeções de recorde, as atenções começam a se voltar mais para as lavouras gaúchas.

Em relatório também nesta quinta-feira, a empresa de assistência técnica do governo do Estado, a Emater, alertou que a maior parte das lavouras do Rio Grande do Sul se encontra em fases de “elevada exigência hídrica”: floração (46%) e formação de vagens e enchimento de grãos (27%).

Neste contexto, a EarthDaily disse que o potencial produtivo pode ser reduzido.

“Mesmo com a ocorrência de chuvas previstas para os próximos dias, os volumes esperados não são suficientes para reverter o quadro de déficit hídrico acumulado”, disse o analista de cultura da EarthDaily, Felippe Reis.

A consolidação desse cenário dependerá da resposta fisiológica das lavouras à recomposição da umidade do solo, especialmente nas áreas que atravessam fases fenológicas sensíveis, segundo ele.

Já a Emater citou que a cultura da soja manifesta heterogeneidade de desenvolvimento no Estado, em função da irregularidade das precipitações, associada às temperaturas elevadas.

“Observam-se lavouras com adequado crescimento vegetativo e alto potencial produtivo, contrastando com áreas sob estresse hídrico, inclusive dentro de uma mesma região ou até no mesmo município”, afirmou a Emater.

As áreas de várzea, de solos mais profundos ou com boa cobertura de palhada mantêm melhores condições hídricas e térmicas, enquanto nas regiões com solos rasos, compactados ou de menor capacidade de armazenamento de água os sintomas de estresse são mais evidentes, como a queda de flores e abortamento de vagens, disse a empresa vinculada ao governo.

Apesar disso, a Emater seguiu citando uma produtividade média de 3.180 kg/hectare para o Estado, o que representaria um salto na comparação com os 2.009 kg/ha da safra passada, afetada pelo clima seco. A projeção indica que a colheita poderia atingir 21,44 milhões de toneladas.

MILHO

Já a colheita do milho do Rio Grande de Sul, o principal Estado produtor do cereal no verão, atingiu 35% da área, “favorecida por predomínio de tempo seco e elevada radiação solar e ventos, que aceleram a perda de umidade dos grãos”, disse a Emater.

Na mesma época do ano passado, o Estado havia colhido 28% da área.

De acordo com o boletim semanal, observa-se também no milho expressiva variabilidade de desempenho produtivo em função da distribuição irregular das chuvas e da coincidência do déficit hídrico com estágios críticos, especialmente floração e enchimento de grãos.

(Por Roberto Samora)

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda