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Taxas curtas caem após Copom com mercado precificando corte de 50 pontos-base da Selic

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Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 29 Jan (Reuters) – As taxas dos DIs com prazos curtos fecharam a quinta-feira com baixas firmes, com investidores elevando as apostas de que o Banco Central vai reduzir a Selic em 50 pontos-base em março após a instituição indicar, na noite de quarta-feira, que planeja começar o ciclo de cortes.

Entre os contratos mais longos, as taxas encerraram com perdas menores, após os picos do início da tarde com o mau humor global gerado por Wall Street.

No fim da tarde a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 12,695%, em baixa de 9 pontos-base ante o ajuste de 12,787% da véspera. A taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 13,31%, com recuo de 3 pontos-base ante o ajuste de 13,338%.

O principal impulso para a queda das taxas curtas foi dado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que na noite de quarta-feira anunciou a manutenção da taxa básica Selic em 15% ao ano, como era largamente esperado, mas deixou claro que poderá iniciar o ciclo de cortes em março.

“Em ambiente de inflação menor e transmissão da política monetária mais evidentes, a estratégia envolve calibração do nível de juros”, disse o BC em comunicado. “O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta.”

Em reação, investidores alteraram as apostas para o próximo encontro do Copom, com a curva passando a precificar pela manhã 82% de probabilidade de corte de 50 pontos-base da Selic em março, contra 18% de chance de redução de apenas 25 pontos-base.

Na véspera, antes do Copom, a precificação girava em torno de 60% e 40%, respectivamente, com os agentes já enxergando chances maiores de um corte de 50 pontos-base em função da queda firme do dólar, para perto de R$5,20.

“Mesmo com a linguagem conservadora (do comunicado do Copom), o mercado acha que é mais provável 50 que 25 (de corte)”, comentou Lais Costa, analista da Empiricus Research, que espera por um corte de meio ponto.

Outros profissionais ouvidos pela Reuters fizeram a mesma avaliação, ainda que o BC tenha ponderado que “manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta.”

“(Esta restrição) não é algo associado ao movimento de março, mas sim ao que o BC pretende fazer nas próximas reuniões. Não é para segurar o mercado, para que ele não precifique 75 (pontos-base de corte)”, ponderou o economista-chefe da Azimut Brasil Wealth Management, Gino Olivares.

“É para indicar que neste ciclo o BC começa a cortar juros com as expectativas ainda desancoradas”, acrescentou, lembrando que as projeções de inflação do mercado no boletim Focus seguem desancoradas em relação à meta de 3% do BC. Olivares também trabalha com corte de 50 pontos-base em março.

Entre o fim da manhã e o início da tarde as taxas curtas dos DIs reduziram as perdas e as longas passaram a subir, em meio a uma piora generalizada dos mercados após a abertura de Wall Street. Dados corporativos decepcionantes do setor de tecnologia norte-americano motivaram o movimento, que também fez o Ibovespa cair mais de 1% e o dólar passar a subir ante o real.

Durante a tarde, porém, houve certa acomodação, com as taxas curtas voltando a exibir perdas maiores e as longas se reaproximando da estabilidade.

“O mercado (de DIs) voltou um pouco depois de ensaiar um movimento de alta (de taxas)”, disse durante a tarde Luciano Rostagno, estrategista-chefe e sócio da EPS Investimentos. “A parte curta (da curva) continua reagindo ao comunicado do Copom.”

No exterior, os rendimentos dos Treasuries também cediam no fim da tarde, um dia após o Federal Reserve manter sua taxa de referência na faixa de 3,50% a 3,75%, conforme esperado, dando poucas pistas sobre quando voltará a cortar os juros.

Às 16h44, o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– caía 3 pontos-base, a 4,223%.

No Brasil, pela manhã o Tesouro informou que o governo central fechou 2025 com um déficit primário de R$13,008 bilhões, ou 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) — saldo que exclui despesas com precatórios, ressarcimentos a aposentados e algumas despesas de saúde, educação e defesa.

Assim, o resultado após as deduções cumpriu a meta de déficit primário zero, que tem uma tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB. O rombo total do ano, no entanto, é de R$61,691 bilhões, equivalente a 0,48% do PIB. Esse é o valor que, de forma efetiva, impacta negativamente a dívida pública do país.

À tarde, o Ministério do Trabalho e Emprego informou que o Brasil fechou 618.164 vagas formais de trabalho em dezembro, mais que as perdas de 478.000 postos projetadas em pesquisa da Reuters. Com isso, o país terminou 2025 com saldo positivo acumulado de 1.279.498 vagas, seu pior resultado desde 2020.

Veja como estavam as taxas dos principais contratos de DI no fim da tarde desta quinta-feira:

Mês Ticker Taxa Ajuste Variação

(% anterior (p.p.)

a.a.) (% a.a.)

JAN/27 13,485 13,526 -0,041

JAN/28 12,695 12,787 -0,092

JAN/29 12,7 12,792 -0,092

JAN/30 12,895 12,964 -0,069

JAN/31 13,055 13,102 -0,047

JAN/35 13,31 13,338 -0,028

logo_sinap

METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda