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Chuvas de fevereiro trazem alívio às lavouras, mas exigem atenção redobrada do produtor

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O mês de fevereiro começa com um cenário climático que merece atenção especial do produtor rural, principalmente nas principais regiões agrícolas do país. A previsão indica chuvas acima da média em áreas estratégicas para a produção de grãos, como Centro-Oeste, Sudeste e parte do Nordeste. Esse comportamento do clima influencia diretamente o ritmo das lavouras neste momento decisivo da safra de verão.

De acordo com a análise dos próximos nove dias, o acumulado de precipitação tende a ficar acima da média em estados como Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, São Paulo, leste de Mato Grosso, Bahia, além de áreas do Paraná e do Nordeste. Essas regiões concentram grande parte das lavouras de soja e milho de primeira safra, que estão em fases importantes do ciclo produtivo.

Segundo Felippe Reis, analista de safras da EarthDaily Agro, o momento é de observar os benefícios, mas também os riscos. “As chuvas previstas para fevereiro, de maneira geral, são mais favoráveis do que prejudiciais às lavouras que ainda estão em desenvolvimento”, afirma o especialista. Ainda assim, ele reforça que o produtor deve acompanhar de perto as operações de campo.

Chuvas ajudam o desenvolvimento das lavouras em campo

Para as lavouras de soja e milho de primeira safra que estão em fase de desenvolvimento, as chuvas acima da média tendem a colaborar de forma positiva. A disponibilidade de água no solo favorece o crescimento das plantas, especialmente nos estágios de floração e enchimento de grãos, considerados decisivos para a produtividade final.

Felippe Reis destaca que, nessas condições, o potencial produtivo pode ser beneficiado. “As lavouras que estão em desenvolvimento devem responder bem às chuvas, principalmente onde o acumulado ficar acima da média”, explica. Segundo ele, a umidade adequada contribui para plantas mais vigorosas e melhor formação dos grãos.

Outro ponto importante é o monitoramento do vigor das lavouras, que pode ser acompanhado por indicadores como o NDVI. Esse índice reflete a saúde das plantas e tem alta correlação com a produtividade. “Quando o NDVI apresenta valores elevados, isso indica boas condições da lavoura e expectativa de produtividade satisfatória”, ressalta Reis.

Colheita pode sofrer atrasos pontuais em algumas regiões

Se por um lado as chuvas ajudam as lavouras em desenvolvimento, por outro podem trazer desafios para aquelas que já estão em fase de colheita. No caso da soja e do milho de primeira safra, o excesso de precipitação pode diminuir o ritmo das operações no campo, atrasando a colheita em alguns momentos.

Esse cenário exige planejamento por parte do produtor, especialmente para evitar impactos maiores no calendário agrícola. O analista reforça que as chuvas acima da média podem interromper temporariamente a colheita, mas ainda há tempo hábil para que as operações sejam concluídas sem impactos significativos.

O maior cuidado, nesse caso, está na relação entre a colheita da soja e o plantio do milho de segunda safra. Caso os atrasos se prolonguem, o produtor pode ser obrigado a plantar fora da janela ideal, aumentando a exposição da lavoura a riscos climáticos mais à frente.

Plantio do milho safrinha entra no radar do produtor

O plantio do milho de segunda safra depende diretamente do bom andamento da colheita da soja. Fevereiro é um mês-chave para essa transição, e as chuvas concentradas exigem atenção redobrada à logística e ao planejamento das atividades no campo.

Felippe Reis reforça que, apesar dos desafios, o cenário ainda é administrável. “Mesmo com as chuvas previstas, ainda há uma janela adequada para realizar o plantio do milho de segunda safra dentro do período ideal”, avalia. Para isso, o produtor precisa aproveitar bem as janelas de tempo seco.

O risco aumenta apenas se o excesso de chuva se estender por todo o mês. Nesse caso, o milho safrinha pode ficar mais exposto a condições climáticas menos favoráveis ao longo do ciclo, o que pode comprometer o desempenho da lavoura.

Excesso de umidade pode elevar risco de doenças

Outro ponto de atenção em períodos chuvosos é o aumento do risco de doenças nas lavouras. A combinação de alta umidade e temperaturas elevadas cria um ambiente favorável para a multiplicação de fungos e outros patógenos, especialmente em áreas com histórico de problemas fitossanitários.

Para o especialista, situações excepcionais de excesso de chuva podem facilitar a disseminação de doenças fúngicas. “Além disso, a baixa radiação solar em períodos muito chuvosos pode afetar negativamente o potencial produtivo das lavouras”, explica o analista.

Solos encharcados também merecem cuidado, pois reduzem a oxigenação das raízes e enfraquecem as plantas. Isso torna as lavouras mais suscetíveis a infecções, exigindo monitoramento constante por parte do produtor.

Impactos na qualidade dos grãos tendem a ser limitados

Em relação à qualidade das commodities agrícolas, a avaliação é de que as chuvas de fevereiro não devem trazer grandes prejuízos, desde que não ocorram excessos prolongados. Para lavouras em desenvolvimento, o balanço tende a ser positivo, com mais benefícios do que riscos.

Reis explica que apenas em cenários de excesso extremo de precipitação é que podem surgir impactos negativos sobre a qualidade dos grãos. “Fora isso, as chuvas são fundamentais para sustentar o desenvolvimento das lavouras neste momento”, afirma.

Portanto, o produtor deve manter o foco no acompanhamento da lavoura, observando tanto o avanço do ciclo quanto as condições de campo para colheita e plantio.

Agricultura familiar precisa de cuidados adicionais

Na agricultura familiar, os impactos das pancadas de chuva podem ser ainda mais sensíveis. O excesso de água pode provocar erosão do solo, perda de nutrientes e danos físicos às plantas, além de dificultar o acesso às áreas de produção.

O analista destaca que práticas simples podem reduzir esses riscos. “A adoção de plantio em curvas de nível, a manutenção da palhada no solo e sistemas simples de drenagem ajudam a minimizar os impactos das chuvas intensas”, orienta.

O planejamento da safra também é essencial. Escalonar o plantio, evitar áreas mal drenadas e escolher variedades mais resistentes à umidade são estratégias importantes para atravessar meses chuvosos com mais segurança.

Atenção às operações garante melhor resultado final

Neste momento, o principal recado ao produtor é a atenção às operações de campo. Colher dentro do prazo ideal e garantir o plantio do milho de segunda safra na janela correta são ações fundamentais para reduzir riscos futuros.

“O acompanhamento constante da lavoura permite identificar problemas precocemente e aproveitar melhor as condições climáticas disponíveis”, conclui Felippe Reis. Com planejamento e manejo adequado, fevereiro tende a ser mais um aliado do que um obstáculo para a produção agrícola.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda