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Exportadores de café encerram 2025 com prejuízo logístico de R$ 66,1 mi devido a esgotamento da infraestrutura portuária

De acordo com levantamento realizado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) junto a seus associados, as empresas exportadoras registraram um prejuízo de R$ 4,631 milhões com o não embarque de 1.475 contêineres – equivalentes a 486.303 sacas de 60 kg – estufados com café em dezembro de 2025 devido à infraestrutura defasada nos principais portos do país.

“Filas de caminhões, pátios lotados, falta de berços, rolagens de cargas, atrasos e alterações de escalas de navios geraram esses prejuízos milionários com armazenagens adicionais, pré-stacking e detentions”, explica o diretor técnico da entidade, Eduardo Heron.

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Com a inclusão dos números de dezembro, o levantamento aponta que os exportadores tiveram um gasto extra de R$ 66,1 milhões com o não embarque de café no acumulado dos 12 meses de 2025 em função desse cenário.

“Na média mensal, 55% dos navios tiveram atrasos ou alterações de escala e 1.824 contêineres estufados com café – 601.819 sacas – deixaram de ser exportados a cada mês, o que fez com que o Brasil deixasse de receber US$ 2,640 bilhões – R$ 14,670 bilhões – como receita cambial em 2025”, revela o diretor técnico do Cecafé.

Segundo ele, a movimentação e os embarques gerais recordes nos portos, anunciados pelas autoridades públicas, dificultam o entendimento sobre o atual cenário de esgotamento e prejuízos causados aos diversos setores, pois esses resultados do comércio exterior como um todo “mascaram” os desafios enfrentados pelos exportadores, principalmente os do segmento de cargas conteinerizadas.

“Não é apenas o café que enfrenta esses entraves na infraestrutura portuária para realizar seus embarques, mas todas as cargas que dependem de contêineres, conforme apuramos com as lideranças de outros setores, como açúcar e algodão, entre outros. É preciso que nossos governantes tenham ciência dessa realidade e dos prejuízos enfrentados ao cumprimento dos recordes para que executem políticas públicas adequadas para tentar sanar, com celeridade, os gargalos, estimulando diversificação de modais de transporte, ampliando a oferta de capacidade de pátio e berços nos terminais portuários, assim como o aprofundamento de calados para o recebimento de grandes embarcações, por exemplo. Somente assim o país deixará de perder bilhões de dólares em receita”, explica.

Heron recorda que, no final de 2024, a Associação Comercial de Santos (ACS) promoveu um encontro entre a Autoridade Portuária de Santos (APS) e associações representantes do setor de café (Cecafé), algodão (ANEA), açúcar (AEXA) e produtos originários de árvores (IBÁ), oportunidade em que essas entidades setoriais do agronegócio, que utilizam contêineres para o embarque de suas cargas, puderam relatar suas dificuldades e prejuízos ao serviço público.

“Naquela ocasião, foi possível perceber que os desafios logísticos com o esgotamento da infraestrutura portuária de Santos não afetavam apenas o café, mas também outros setores importantes para o porto santista”, lembra.

No exemplo do café – completa –, o não embarque do produto por causa da infraestrutura portuária defasada implica em menor renda, inclusive, para os produtores brasileiros.

“O Brasil é o país que mais repassa o valor Free on Board (FoB) da exportação a seus cafeicultores, a uma média superior a 90% nas últimas safras. Dessa forma, o não embarque de café devido aos gargalos logísticos não representam apenas menor receita cambial e prejuízos aos exportadores, mas, também, menos receita aos cafeicultores, que se dedicam arduamente, enfrentando os desafios que a atividade possui, como as adversidades climáticas e custos de produção elevados, para que possamos entregar a todos os continentes os melhores e mais diversos cafés sustentáveis aos nossos clientes”, comenta.

O diretor técnico do Cecafé menciona, ainda, que, de 2016 a 2025, as exportações do agronegócio brasileiro registraram um crescimento de 72%, saltando de 158,9 milhões para 273,1 milhões de toneladas, conforme dados do AgroStat do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), apresentando uma taxa de crescimento médio anual de 6%.

“Se mantido esse cenário de evolução do agro e os investimentos em infraestrutura seguirem de forma morosa e burocrática, o comércio exterior brasileiro seguirá acumulando prejuízos e o país continuará perdendo competitividade e oportunidades”, conclui.

Heron projeta que a expectativa é ainda mais negativa com a possibilidade de judicialização do leilão do Tecon Santos 10 devido a uma recomendação infundada e sem evidências, com base em especulações hipotéticas — segundo consta no relatório da área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) —, proferida pelo ministro revisor da Corte e acompanhada por alguns de seus pares, que restringiu a participação ampla de armadores e deverá atrasar muito mais a tão esperada oferta da capacidade de pátio e berço no porto santista.

“Nossa expectativa é que a parceria firmada entre Imetame Porto Aracruz e Hanseatic Global Terminals (HGT), subsidiária do armador holandês Hapag-Lloyd, atraia cargas de café e outros segmentos para o Estado do Espírito Santos, visando desafogar o Porto de Santos e mitigar os prejuízos aos exportadores cafeeiros, que enfrentam dificuldades para consolidarem seus embarques. E, para tal, o Cecafé seguirá empenhando esforços para buscar diminuir os riscos e prejuízos ao comércio exportador de café do Brasil”, finaliza Heron.

RAIO-X DOS ATRASOS

Em dezembro de 2025, 52% dos navios, ou 187 de um total de 361 embarcações, tiveram atrasos ou alteração de escalas nos principais portos do Brasil, conforme o Boletim Detention Zero (DTZ), elaborado pela startup ElloX Digital em parceria com o Cecafé.

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O Porto de Santos, que respondeu por 78,7% dos embarques de café entre janeiro e dezembro de 2025, registrou um índice de 65% de atraso ou alteração de escalas de navios, o que envolveu 105 do total de 162 porta-contêineres. O tempo mais longo de espera no mês retrasado foi de 82 dias no embarcadouro santista.

É válido destacar que a queda de 20% nas exportações dos cafés do Brasil reduziu a pressão e a tensão no porto do litoral paulista, mas ainda há grandes desafios e contêineres parados aguardando para conseguirem embarques.

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 Também em dezembro, somente 4% dos procedimentos de embarque tiveram prazo maior do que quatro dias de gate aberto por navios no porto santista. Outros 58% possuíram entre três e quatro dias e 38% tiveram menos de dois dias.

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O complexo portuário do Rio de Janeiro (RJ), o segundo maior exportador dos cafés do Brasil, com 17,7% de participação nos embarques em 2025, teve índice de atrasos de 41% no mês retrasado, com o maior intervalo sendo de 13 dias entre o primeiro e o último deadline. Esse percentual indica que 52 dos 127 navios destinados às remessas do produto sofreram alteração de escalas.

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Ainda no último mês de 2025, 38% dos procedimentos de exportação tiveram prazo superior a quatro dias de gate aberto por porta-contêineres nos portos fluminenses; 37% registraram entre três e quatro dias; e 26% possuíram menos de dois dias.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda