Notícias

Chuvas favorecem desenvolvimento do milho no Rio Grande do Sul

As condições climáticas das últimas semanas foram benéficas para a cultura do milho no Rio Grande do Sul, em função do bom volume de chuvas e das temperaturas adequadas. Houve recuperação parcial da produtividade em áreas atingidas pela estiagem do final de novembro e dezembro, e as lavouras irrigadas demonstram excelente desenvolvimento, com expectativas de alta produtividade. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (08/01), as áreas de milho plantadas mais tardiamente, que não estavam em estágio crítico durante o período de tempo seco, também se desenvolvem bem. Atualmente 93% da área projetada pela Emater/RS-Ascar para o milho, que é de 785.030 hectares, foi semeada, estando a maior parte em enchimento de grãos.

Apesar de benéficas para o desenvolvimento das lavouras de milho, as chuvas das últimas semanas favoreceram a incidência de fungos e bacterioses, exigindo atenção dos produtores, assim como para a presença de cigarrinha-do-milho. Há incidência expressiva desse inseto em vários pontos do Estado, mas não há relatos de enfezamento relevante. A área semeada no Estado chega a 85%, e a maior parte dos cultivos se encontra em enchimento de grãos.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, em São Borja, a colheita do milho já foi iniciada e alcança 10% dos 22.000 hectares cultivados. Relatos iniciais indicam boa produtividade para essas lavouras implantadas no início de agosto. Já na região de Ijuí, as condições climáticas têm favorecido a fase de enchimento, mesmo após a redução no número de grãos por espiga, causada pela falta de chuva em final de novembro e início de dezembro nas áreas de sequeiro. Nas lavouras irrigadas, que estão em fase de enchimento, observa-se produtividade média de 15.000 kg/ha, consideradas de alto potencial produtivo. Para esta safra no Estado, a Emater/RS-Ascar projeta uma produtividade média de 7.370 kg/ha.

Milho Silagem – As lavouras de milho silagem apresentam condições satisfatórias, e a expectativa é de bom rendimento por todo o Estado. As chuvas do último período ajudaram na recuperação parcial de áreas afetadas pela baixa precipitação no final de novembro e início de dezembro. Conforme estimativa da Emater/RS-Ascar, a área destinada de milho para silagem deve atingir 366.067 hectares, e a produtividade estimada é de 38.338 kg/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, muitas lavouras exibem elevado potencial produtivo. A estiagem das semanas anteriores reduziu o rendimento em algumas áreas, na sua maioria destinadas à silagem para rebanhos leiteiros, mas tais perdas estão restritas a pontos localizados. Nas áreas pouco afetadas, mantém-se a expectativa de boa produtividade, estimada de 45 a 50 t/ha. Na região de Ijuí, os produtores realizam a colheita e armazenam a cultura em silos; há boa proporção de grãos na silagem. Entretanto, em algumas áreas, a falta de chuvas, durante o período de enchimento de grãos, reduziu o potencial produtivo.

Soja – A semeadura está em estágio avançado no Estado, alcançando 96% da área prevista, que é de 6.742.236 hectares. A maior parte das lavouras se encontra em desenvolvimento vegetativo (87%), enquanto a floração avançou para 13% da área cultivada, especialmente nas áreas semeadas precocemente. Com a chegada do mês de janeiro e a proximidade do final da janela de plantio, observa-se maior preferência pela utilização de cultivares de ciclo tardio, como forma de assegurar o adequado período de desenvolvimento vegetativo.

As lavouras de soja apresentam estande e desenvolvimento apropriados e, de maneira geral, não há incidência significativa de pragas e doenças. Na maioria das áreas, os agricultores realizam aplicações preventivas de fungicidas, com foco no controle da ferrugem-asiática, e mantêm monitoramento constante em função da elevação da umidade e das temperaturas.

Arroz – A cultura continua em desenvolvimento vegetativo, mas, em algumas áreas, avança para a fase reprodutiva, iniciando florescimento, quando são realizadas aplicações de adubação para atender à demanda nutricional. As precipitações foram importantes para os cultivos. No entanto, em algumas regiões, causaram danos e foi necessária a reconstrução de estruturas, como na Região Central. A queda das temperaturas no final do período traz apreensão aos produtores, principalmente em relação aos cultivos em estágio reprodutivo. A área a ser cultivada com arroz no RS está estimada pelo Instituto Riograndense do Arroz (Irga) em 920.081 hectares e a produtividade prevista inicialmente pela Emater/RS-Ascar é de 8.752 kg/ha.

Feijão 1ª safra – A continuidade do regime de chuvas foi propícia para a cultura, que prossegue para o final do ciclo na maioria das regiões do Estado. No entanto, as precipitações vêm atrasando a colheita em algumas regiões. Perdas de produtividade foram constatadas nas lavouras que sofreram estresse hídrico durante o enchimento de grãos. Estima-se que aproximadamente 75% da área projetada pela Emater/RS-Ascar para esta safra, que é de 26.096 hectares, tenha sido semeada. As lavouras apresentam fitossanidade apropriada. Segue o monitoramento de doenças e pragas, controladas quando necessário.

OLERÍCOLAS E FRUTÍCOLAS

Milho-verde – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, em Bom Princípio, o milho-verde colhido apresenta adequado padrão de qualidade, além de satisfatória formação de espigas, enchimento de grãos e coloração. No período entre o Natal e o Ano Novo, observou-se redução na comercialização. O preço praticado está em torno de R$ 2,00/espiga, valor inferior ao do início do mês. Mesmo com alta qualidade, há dificuldade de escoamento, possivelmente relacionada à limitação de canais logísticos e de comercialização para o Litoral, principal mercado consumidor neste período.

Em Cruzeiro do Sul, a cultura está em colheita e comercialização. As lavouras se encontram em diferentes estádios fenológicos, como germinação, desenvolvimento vegetativo inicial e final, floração, enchimento de grãos e colheita. De modo geral, as plantas apresentam desenvolvimento vegetativo e reprodutivo adequado, sem registro de problemas significativos relacionados a pragas ou doenças. O preço recebido pelo produtor na propriedade é de R$ 0,40/espiga.

Citros – Ainda na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, os cultivos de laranja e bergamota se encontram em período de entressafra. As chuvas ocorridas nos últimos dias favoreceram o desenvolvimento dos frutos de bergamota. O raleio dessa cultura está previsto para iniciar na segunda quinzena de janeiro, quando deve ser retirada boa carga para a produção de óleo essencial. Em Pareci Novo, alguns agricultores iniciaram o raleio nas bergamoteiras precoces. A regularidade das chuvas e as temperaturas elevadas favoreceram o crescimento vegetativo, resultando em alongamento dos ramos e na renovação da copa, além da formação de folhas jovens. No entanto, essas folhas, por apresentarem tecidos ainda pouco resistentes, tornam-se mais suscetíveis a estresses bióticos (insetos, fungos etc).

As operações de manejo dos pomares, como roçadas, encontram-se em fase final na maioria das propriedades. Em função da elevação das temperaturas e da manutenção de condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento de pragas e doenças, intensificam-se os tratamentos fitossanitários preventivos. Destacam-se ações de controle de mosca-branca, bem como o monitoramento contínuo e o manejo de doenças fúngicas, com ênfase na pinta-preta.

logo_sinap

METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda