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Dólar fecha sessão em baixa ante o real a despeito de ataque dos EUA à Venezuela

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Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 5 Jan (Reuters) – Após atingir o valor máximo da sessão pela manhã, na esteira do ataque dos Estados Unidos à Venezuela no fim de semana, o dólar perdeu força ante o real e fechou a segunda-feira em baixa, refletindo maior acomodação das cotações apesar do cenário geopolítico conturbado no exterior.

A moeda norte-americana à vista fechou o dia em baixa de 0,35%, aos R$5,4051.

Às 17h17, o contrato de dólar futuro para fevereiro — atualmente o mais líquido no Brasil — cedia 0,23% na B3, aos R$5,4430.

Na madrugada de sábado, forças norte-americanas atacaram a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro, que foi levado aos EUA para julgamento. A ação, que teve larga repercussão internacional, lançou dúvidas sobre a dinâmica global de produção e venda de petróleo, já que o país sul-americano possui a maior reserva comprovada de óleo do mundo.

Além disso, o ataque acendeu o alerta na América Latina como um todo, em meio às ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de ações contra outros países, como a Colômbia e o México.

No campo político, o ataque norte-americano foi interpretado como um possível fator de fortalecimento da direita na América do Sul, em um ano em que haverá eleições no Peru, na Colômbia e no Brasil.

Neste cenário, o dólar à vista atingiu a cotação máxima de R$5,4545 (+0,57%) às 10h33, em um momento em que a moeda norte-americana também sustentava ganhos ante outras divisas pares do real no exterior.

Ao longo da sessão, porém, o dólar perdeu força ante o real e migrou para o território negativo.

“Hoje de manhã teve (movimento de) proteção, mas agora (à tarde) o dólar inverteu e já está no negativo”, pontuou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik.

Às 14h58, o dólar à vista marcou a cotação mínima de R$5,3957 (-0,52%).

A queda do dólar ocorreu em paralelo ao fortalecimento do Ibovespa e à perda de força das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros), em uma sessão que acabou sendo positiva para os ativos brasileiros. No exterior, o dia foi de alta firme para os índices de ações e para o petróleo.

“O mercado de câmbio iniciou o dia sob cautela, pressionado pelo risco geopolítico decorrente da prisão de Nicolás Maduro, o que levou à alta do dólar pela manhã”, afirmou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em comentário escrito.

“No entanto, a tendência se reverteu ao longo da sessão, impulsionada pelo bom humor das bolsas globais e pela valorização das commodities, com destaque para o petróleo.”

No mercado, uma das percepções era de que a mudança de governo na Venezuela pode impulsionar a produção de petróleo no país latino, o que no longo prazo teria como resultado uma pressão de baixa sobre os preços globais da commodity, com impactos sobre a inflação.

Porém, os efeitos do ataque norte-americano sobre os ativos nesta segunda-feira acabaram diluídos.

“Os impactos no mercado brasileiro (foram) muito pequenos. Lá fora também. No curto prazo, o impacto é mínimo, tanto no Brasil quanto no mundo”, opinou Rafael Costa, fundador da Cash Wise Investimentos.

Às 17h12, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — cedia 0,31%, aos 98,255.

No fim da manhã o Banco Central do Brasil vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 2 de fevereiro.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda