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Dia Mundial do Solo: da comemoração à luta pela gestão ecológica dos solos urbanos

O Dia Mundial do Solo, institucionalizado pela ONU/FAO, não deveria ser apenas uma data comemorativa em nossos calendários, mas um marco anual de denúncia e de mobilização. O solo, base silenciosa de toda a vida terrestre, segue sendo degradado de maneira acelerada pela combinação perversa entre modelos produtivos predatórios, expansão urbana desordenada e políticas públicas fragmentadas. Celebrar o solo sem encarar a profundidade da crise é repetir a lógica que transformou um recurso vital em mera mercadoria ou suporte físico para as obras humanas. Por isso, mais do que comemorar, este dia exige que emprestemos nossa voz, nossa força e nosso conhecimento para recolocar o solo no centro das agendas ambientais, agrícolas e urbanas.

A degradação do solo não é apenas uma questão agronômica. É uma crise química, física, biológica e ecossistêmica. Quimicamente, a simplificação nutricional, a acidificação, a contaminação por metais pesados e resíduos de agrotóxicos comprometem a fertilidade de longo prazo e a segurança alimentar. Fisicamente, a desagregação que leva a compactação, a selagem superficial, a erosão laminar e em ravinas reduzem a infiltração de água, a capacidade de armazenamento hídrico e a estabilidade estrutural. Biologicamente, a perda de biodiversidade microbiana e de mesofauna destrói a rede de processos que mantém a ciclagem de nutrientes, a agregação do solo e a supressão natural de patógenos. No plano ecossistêmico, a fragmentação das paisagens, a perda de áreas de recarga hídrica e a impermeabilização contínua rompem as conexões entre solo, água, vegetação e clima local.

Neste ano, ao voltar as atenções para a gestão dos solos urbanos, a pauta torna-se ainda mais desafiadora e, ao mesmo tempo, estratégica. As cidades concentram a maior parte da população mundial, grande parte do consumo de recursos e um passivo crescente de áreas impermeabilizadas, taludes instáveis, terrenos contaminados e espaços abandonados. O solo urbano, quando existe e quando ainda não foi selado por concreto e asfalto, é frequentemente visto como um obstáculo à “modernização”, e não como infraestrutura ecológica. Entretanto, é justamente nesse território densamente ocupado que o manejo qualificado do solo pode contribuir para reduzir enchentes, mitigar ilhas de calor, aumentar a infiltração, recarregar aquíferos, produzir alimentos em hortas urbanas e comunitárias e melhorar a qualidade de vida de populações vulneráveis.

Falar em gestão de solos urbanos como marco de luta significa reconhecer que o planejamento das cidades precisa incorporar o solo como variável estruturante, e não residual. Ruas, praças, canteiros, parques lineares, jardins de chuva, taludes de contenção, áreas de servidão de linhas férreas, margens de córregos canalizados ou ainda a céu aberto: todos esses espaços são oportunidades para restaurar a função ecológica do solo e reconectar a cidade com os ciclos naturais. Isso implica rever padrões de drenagem que aceleram o escoamento e transferem o problema para jusante, substituindo-os por soluções baseadas na natureza, que privilegiem a infiltração, o armazenamento descentralizado de água e o uso de vegetação adequada às condições locais.

Ao mesmo tempo, a luta pela conservação dos solos urbanos é uma luta política e educativa. Governantes, técnicos e a população em geral precisam ser sensibilizados para o fato de que combater a degradação do solo é um ato de humanidade e de coerência planetária com a vida. Políticas de habitação, mobilidade, saneamento, paisagismo e defesa civil devem dialogar com a ciência do solo, com a hidrologia e com a ecologia urbana. Não se trata apenas de “embelezar” a cidade, mas de construir uma infraestrutura viva, capaz de absorver choques climáticos, reduzir desastres e ampliar a justiça ambiental.

Neste Dia Mundial do Solo, o convite é claro: transformar a data em um ponto de convergência entre ciência, gestão pública e ação comunitária. Em vez de discursos protocolados, precisamos de diagnósticos objetivos, metas mensuráveis e programas de capacitação que formem multiplicadores em bairros, escolas, conselhos municipais e movimentos sociais. O solo urbano, tantas vezes esquecido sob camadas de concreto, precisa voltar a ser reconhecido como aquilo que de fato é: a pele viva da Terra, que sustenta não apenas plantas e construções, mas a dignidade das presentes e futuras gerações.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda