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Inadimplência no agronegócio em 2025: o desafio do Banco do Brasil

O agronegócio, setor vital para a economia brasileira, encontra-se diante de um desafio significativo em 2025. O Banco do Brasil, um dos principais financiadores do campo, registrou um aumento recorde na inadimplência dos produtores rurais. Essa situação pode acarretar a redução do crédito e a elevação das taxas de juros, impactando diretamente a vida de milhares de agricultores e pecuaristas.

Este artigo busca analisar um dos fatores que podem ter contribuído para essa crescente inadimplência, questionando a ideia de que a responsabilidade recai exclusivamente sobre os ombros dos produtores rurais de todo o Brasil.

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O agronegócio brasileiro, um setor de alta produtividade e importância econômica.

A Força do Agronegócio e a Contribuição do Banco do Brasil

É inegável que o agronegócio tem sido a principal alavanca de crescimento e desenvolvimento do Brasil, com sucessivos recordes de produtividade, desempenho e excelência. A produção agrícola e pecuária, em conjunto, superou inúmeras dificuldades e entraves, consolidando-se como um modelo de sucesso global. Esse êxito gerou empregos, renda e desenvolvimento em diversas regiões do país, com um crescimento econômico acentuado nas últimas duas décadas.

Paralelamente, a contribuição do Banco do Brasil para o desenvolvimento da produção rural é inquestionável. Sua história centenária, solidez e seriedade na condução do financiamento e dos negócios com os produtores rurais são marcos importantes. Diante desse cenário de prosperidade e parceria, o que levou o Banco do Brasil a anunciar uma situação tão crítica envolvendo o AGRO em 2025?

A Venda Excessiva de Produtos: um Fator Agravante

Não pretendemos esgotar todos os fatores que determinaram esse resultado, nem generalizar as situações de concessão de crédito. Nosso objetivo é abordar um dos temas que podem ter precipitado o impacto negativo do financiamento rural nos resultados do banco: a venda excessiva de produtos bancários no momento da concessão do crédito. Este assunto tem sido amplamente discutido nas redes sociais, e diversas entidades de produtores estão engajadas no debate, considerando o prejuízo relevante gerado para o setor e para o próprio banco – veja os últimos resultados divulgados.

Em nosso escritório de assessoria jurídica, atendemos um produtor rural que, em nossa avaliação, foi prejudicado pela venda de produtos – especificamente, mais de 30 cartas de consórcios de veículos – no mês da concessão do crédito. Nesse caso, o excesso de produtos oferecidos ao produtor foi determinante para a inadimplência e o início de uma espiral de descontrole financeiro. Outros produtos, como capitalização e seguros, também impactaram o produtor, dificultando o pagamento do empréstimo principal.

É compreensível que, diante da necessidade de crédito o produtor rural se sinta compelido a adquirir o produto ou serviço que lhe é oferecido. No entanto, em alguns casos, a situação pode ultrapassar o razoável, como no exemplo mencionado, com mais de 30 cartas de consórcio em um único mês para um pequeno produtor.

Nesse caso concreto, foi de fácil constatação que o descontrole e a inadimplência ocorreram devido ao excesso de produtos vendidos no momento da liberação do crédito. As parcelas dos consórcios e outros produtos consumiam uma parte expressiva dos valores creditados (seja pelos empréstimos ou pela produção rural) nas contas bancárias, resultando na falta de recursos para o pagamento das parcelas do empréstimo, que seria a prioridade. Em resumo: uma espiral negativa que se voltou contra a necessidade de pagamento do empréstimo concedido.

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Um Alerta para o Banco e para o Produtor

Embora o erro nesse caso possa ser considerado isolado, se não o for, deve servir de alerta para uma melhor avaliação, tanto por parte do banco quanto do produtor: a prioridade deve ser o incentivo ao pagamento dos empréstimos. O resultado dessa prática está evidente.

Em nosso caso específico, promovemos as ações judiciais adequadas para tentar reequilibrar a balança e corrigir a situação em favor de nossos clientes. O trabalho agora busca recompor a dignidade e a capacidade desses produtores para continuarem produzindo.

Rumo a uma Relação Mais Educativa e Equilibrada

Esperamos que o presente artigo contribua para os próximos meses e anos, tanto para os produtores quanto para o Banco do Brasil e outras respeitadas instituições financeiras. Torcemos para que a relação com o agronegócio brasileiro seja cada vez mais educativa e equilibrada. A orientação sobre a utilização responsável do crédito pode ser promovida pelos bancos, além de viabilizar o pagamento de dívidas, é uma medida colaborativa e que contribui para evitar o endividamento sem controle.

O produtor deve sempre tentar a negociação prévia, a busca da melhor proposta e por último a busca por ferramentas disponíveis para corrigir eventuais equívocos e recompor sua situação financeira junto aos financiadores. Consultar sempre um especialista na área ou um advogado é fundamental.

Desejamos sucesso e saúde a todos os produtores!

Samuel J. Orro Silva 

OABSP 247269

Bittencourt Orro Silva Advogados

[email protected]

https://bittencourtorrosilva.com.br/

Instagram @orrosamuel – Whatsapp (12) 99105-517

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda