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Algodão brasileiro: sustentabilidade e tecnologia que conquistaram o mundo

A cotonicultura brasileira assumiu um protagonismo mundial, se transformando na líder em exportação da pluma, superando os Estados Unidos, historicamente dominantes neste mercado. De acordo com a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), entre agosto de 2024 a julho de 2025, o País embarcou 2,83 milhões de toneladas de pluma, 6% a mais que as 2,68 milhões de toneladas na temporada anterior.

Neste mês, em que celebramos em 7 de outubro o Dia Mundial do Algodão, é importante celebrar e dividir essa conquista com quem está no campo: o cotonicultor. O produtor tem adotado efetivamente práticas sustentáveis, que conciliam alta produtividade com sustentabilidade. Vale lembrar que grande parte do algodão produzido em território nacional – cerca de 90% – já é certificado pela ABR (Algodão Brasileiro Sustentável), além de termos o reconhecimento internacional pela Better Cotton Initiative (BCI).

Hoje, a indústria demanda uma fibra de qualidade e sustentável. Ao promover práticas como a adoção da biotecnologia, o uso racional de insumos e de água, a participação em programas de rastreabilidade da cadeia e o uso de tecnologias como máquinas automatizadas e de defensivos, além de ferramentas de análise e monitoramento de solo, o produtor contribui para que o mundo olhe para o algodão brasileiro como referência, garantindo que cada fardo carregue consigo responsabilidade ambiental, respeito social e competitividade internacional.

Diversos fatores agronômicos durante o processo produtivo explicam como o algodão brasileiro chegou a esse patamar. Um dos marcos, sem dúvida, é a adoção da biotecnologia. Ela ajuda a proteger a cultura de pragas como as lagartas, durante décadas o maior desafio no algodoeiro. Nematóides, vermes com diversas raças, ainda representam uma dificuldade no enfrentamento por parte do produtor, mas a adoção de tecnologias inovadoras em tratamento de semente industrial, desenvolvidas continuamente pela indústria, ajudam o cotonicultor neste processo.

Também é importante destacar o investimento, cada vez maior, em soluções para proteção do cultivo. Inseticidas, fungicidas e herbicidas com formulações de alta performance e inovadoras, ajudam no controle de pragas, doenças e plantas daninhas, agregando qualidade à matéria-prima.

Outro aspecto favorável à cultura é o clima. Grande parte do algodão é plantado em áreas com alto índice pluviométrico durante todo o ciclo – que é ligeiramente superior à soja e ao milho, por exemplo, atingindo até 220 dias, em determinadas regiões. Esta prática reduz o consumo de água, promovendo a manutenção dos recursos.

O perfil jovem e escolarizado do cotonicultor, conectado com inovação e sustentabilidade, tornam o futuro da cultura ainda mais promissor. Ele começa a olhar para outras ferramentas, como o uso de soluções biológicas, que trazem diversas melhorias produtivas, e de iniciativas para o equilíbrio hormonal da planta, que aumenta a produtividade e qualidade da fibra, também de forma sustentável, já que um algodão com hormônios vegetais alia desenvolvimento com melhor uso dos recursos, sobretudo água e nutrientes.

Mais do que plantar e colher, o produtor de algodão garante, da semente à pluma, que a fibra brasileira seja competitiva e sustentável. Ao adotar tecnologia de ponta, preservar áreas nativas, usar insumos de forma responsável, ele está transformando sua lavoura em referência global. Que o algodão brasileiro continue trilhando este caminho de protagonismo.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda