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Acompanhar a produção agropecuária brasileira é desafio para a logística

Em muitos países, primeiro investe-se em infraestrutura logística e, depois, na produção. No Brasil, tem ocorrido o contrário. A produção agropecuária cresceu rapidamente e em novas regiões. Bateu recordes, ocupou o topo de rankings e gera divisas para o País. Mas estradas, ferrovias, hidrovias, portos e armazéns não acompanharam esse ritmo. Equacionar esse “bom problema” foi um dos desafios discutidos no 10º Congresso Brasileiro de Soja e Mercosoja, em Campinas (SP), para manter e ampliar a competitividade dos produtos agropecuários brasileiros.

Em painel realizado na terça-feira (22), o presidente da Associação Argentina da Cadeia da Soja (ACSoja), Luis Zubizarreta, apontou as hidrovias como modal-chave para investimentos. Ele apresentou a alternativa de escoar a produção brasileira de grãos pelos rios Paraná e Paraguai até a Argentina, utilizando a estrutura portuária do país vizinho para envio de cargas ao mercado internacional. Segundo Zubizarreta, algumas empresas já têm utilizado essa rota.

O presidente da ACSoja defendeu o investimento em hidrovias como forma de reduzir custos e alavancar ainda mais a produção e as exportações. Ele citou o exemplo do Paraguai, que viu sua produção e exportações “explodirem” após adotar as hidrovias como principal meio de transporte. Estimativas apresentadas indicam que o transporte fluvial é, em média, 40% mais barato do que o rodoviário, além de emitir menos carbono. “Onde há um rio navegável, há uma oportunidade logística”, alertou.

No Brasil, cresce o uso das hidrovias da região Norte e das rotas de exportação pelo chamado Arco Norte. Dados do Sistema de Inteligência Territorial Estratégica da Macrologística Brasileira (SITE-MLog), da Embrapa Territorial, mostram que o embarque de soja por esses terminais subiu de 8% em 2003 para 30% em 2023. Para Zubizarreta, o Brasil também deve investir nas hidrovias Tietê-Paraná e Paraná-Paraguai, com capacidades de escoamento de 8 milhões e 50 milhões de toneladas por ano, respectivamente.

Armazenagem
No mesmo painel do CBSoja, o diretor de logística de operações da cooperativa Coamo, Ednilson Oliveira, mostrou que a capacidade estática de estocagem de grãos cresceu muito aquém da produção. O déficit é mais grave na região Centro-Oeste, particularmente no Mato Grosso, devido ao recente e expressivo aumento das colheitas.

Regiões com agricultura mais consolidada, como o Sul, estão mais próximas do equilíbrio. Ainda assim, áreas do Paraná apresentam déficits significativos, especialmente as que cultivam milho-safrinha. Dois movimentos recentes no estado aumentam a preocupação com a capacidade de armazenamento. O primeiro é a substituição do trigo pelo milho na segunda safra, que gera maior volume e sempre exige secagem. O segundo é o crescimento da parcela da produção destinada à extração de óleo, que gera farelo a ser estocado em graneleiros, e não em silos como o grão.

Oliveira também mencionou os investimentos contratados para o Porto de Paranaguá, que devem ampliar e melhorar a estrutura existente, mas trazem um novo desafio: como chegar até lá? O diretor da Coamo destacou a necessidade de integração entre diferentes atores da cadeia produtiva e logística, além das esferas de governo, para viabilizar investimentos em ferrovias. Ressaltou ainda a urgência em reduzir a dependência do transporte rodoviário. Mais do que o custo elevado, ele chama atenção para a dificuldade em contratar caminhoneiros, o que pode levar ao colapso do sistema.

Dados sobre logística
Informações detalhadas sobre a logística do agronegócio estão disponíveis no SITE-MLog, como a capacidade dos armazéns em todo o País, microrregiões de origem das exportações, países de destino e pontos de escoamento utilizados (portos e regiões de fronteira). A ferramenta, desenvolvida pela Embrapa Territorial, também mostra a concentração da produção no território nacional de 1990 a 2023. Os mapas gerados foram apresentados em diferentes palestras no CBSoja.

CBSoja
O painel sobre logística foi moderado pelo analista Marcelo Alvares de Oliveira, da Embrapa Soja. O 10º Congresso Brasileiro de Soja e Mercosoja é promovido por esse centro de pesquisa da Embrapa e ocorre até quinta-feira, dia 21, no Expo Dom Pedro, em Campinas. O evento conta com quatro conferências e 15 painéis, somando mais de 50 palestras de especialistas brasileiros e estrangeiros. Além disso, são apresentados 321 trabalhos técnico-científicos em nove sessões temáticas ao longo dos três dias e cinco debates sobre temas práticos relacionados ao dia a dia das lavouras.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda