Em 2022 a lei dos pesticidas foi um dos principais assuntos no Brasil, quando se fala em Agronegócio. A aprovação na Câmara dos Deputados de um projeto de lei que regulamenta a obtenção de registro para defensivos agrÃcolas, centraliza no Ministério da Agricultura as tarefas de fiscalização e análise desses produtos para uso agropecuário e prevê a concessão de registro temporário se o prazo não for cumprido, causou muita controvérsia.
O Conselho CientÃfico Agro Sustentável (CCAS), é a favor da celeridade na aprovação de novos agroquÃmicos que à luz do conhecimento cientÃfico sejam seguros para o ambiente, consumidor e agricultor. Para o professor associado da Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp, Caio Carbonari, membro do CCAS, moléculas modernas de defensivos garantem maior eficácia no controle de pragas. Carbonari explica que o uso correto dos defensivos não oferece riscos à saúde do consumidor. “O Brasil é membro do Codex Alimentarius, programa da ONU que estabelece limites seguros de resÃduos nos alimentos. O Brasil não usa produtos proibidos no mundo e, do outro lado, a Europa usa produtos que não têm registro nem uso no nosso paÃs. É preciso lembrar que agroquÃmicos são usados e avaliados conforme a necessidade em cada paÃs. Além disso, podem ser reavaliados e proibidos a qualquer momento se houver necessidadeâ€, detalhou Carbonari.
O professor disse ainda que o uso de agroquÃmicos e novas moléculas também traz benefÃcios ambientais, ao elevar a produtividade agrÃcola com menores doses de aplicação. “A questão não é evitar ou não agrotóxicos, mas como usá-los e torná-los cada vez mais segurosâ€, explicou. Segundo ele, a dose média de aplicação de agroquÃmicos lançados nas lavouras brasileiras nas décadas de 1970-1980 caiu 88% em comparação com a dos últimos dez anos. “Os produtos mais recentes são mais seguros para o consumidor. Retardar a chegada disso ao mercado não faz sentido e temos oportunidade de mudar isso com nova lei em tramitação no Senado Federalâ€, finalizou.
O Conselho CientÃfico Agro Sustentável (CCAS) tem como principal objetivo discutir temas relacionados à sustentabilidade da agricultura e se posicionar, de maneira clara, sobre o assunto. O CCAS é uma entidade sem fins econômicos, pautando suas ações na imparcialidade, ética e transparência, sempre valorizando o conhecimento cientÃfico. Os associados do CCAS são profissionais de diferentes formações e áreas de atuação, tanto na área pública quanto privada, que comungam o objetivo comum de pugnar pela sustentabilidade da agricultura brasileira. São profissionais que se destacam por suas atividades técnico-cientÃficas e que se dispõem a apresentar fatos, lastreados em verdades cientÃficas, para comprovar a sustentabilidade das atividades agrÃcolas.