“Foi prudente e sensata a decisão do Governo Federal, através do Ministério de Minas e Energia (MME), de aguardar o envio de sugestões do setor para somente então, depois disso, propor mudanças no Renovabio. Da forma como a MP estava definida, iria comprometer as metas do Programa e prejudicar o setor sucroenergético nacionalâ€, afirmou nesta segunda-feira (19), o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida) e da Associação dos Plantadores de Cana da ParaÃba (Asplan), José Inácio de Morais.
           O dirigente canavieiro lembra que o MME recuou após forte reação dos produtores de biocombustÃveis e de biomassa. “Diante da proposta de mudança, que não havia levado em consideração as sugestões do setor, todas as 20 entidades que representam os produtores de biomassa e biocombustÃveis do paÃs assinaram um documento que foi enviado ao governo destacando a insatisfação do segmento e elencando os danos que as alterações provocariam no setor e diante desta reação o governo reabriu o canal de diálogo e nós estamos confiantes que chegaremos a um entendimentoâ€, explica José Inácio.
O presidente da Unida lembra ainda que a PolÃtica Nacional de BiocombustÃveis, o Renovabio, que instituiu o ativo de crédito de descarbonização (CBios), ainda tem uma grande dÃvida com os produtores que ficaram de fora da polÃtica dos ganhos de captura de carbono. “E essa injustiça está sendo revista graças a um Projeto de Lei apresentado pelo deputado federal Efraim Filho (DEM/PB) que inclui os fornecedores de matéria-prima entre os beneficiários do CBIOs, mas, ainda não foi regulamentadaâ€, destaca o dirigente canavieiro.
A proposta agora é criar, até outubro, um Grupo de Trabalho especÃfico sobre os
créditos de descarbonização (CBios), com a participação das associações de
produtores e técnicos. “Vamos retomar o diálogo e propor sugestões. Da forma como estava sendo conduzida pelo MME, o Renovabio seria desvirtuado comprometendo o funcionamento e metas da PolÃtica Nacional de BiocombustÃveisâ€, finalizou José Inácio