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Entrevista com Ginaldo de Sousa – Diretor Geral do Grupo Labhoro sobre o Fechamento de Mercado da Soja
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“O mercado da soja continuou tirando o prêmio de clima em Chicago nesta sexta-feira”, explicou Ginaldo Sousa, diretor do Grupo Labhoro, em entrevista ao NotÃcias AgrÃcolas neste 14 de janeiro, explicando as baixas que variaram de 7,50 a 8,75 pontos entre os principais contratos. O março encerrou o último pregão da semana com US$ 13,56 e o maio – referência importante para a safra do Brasil – valendo US$ 13,69 por bushel.Â
Sousa afirma que o mercado está atento à melhora climática que aparece nos mapas para a semana que vem para o sul do Brasil e para a Argentina. Caso as chuvas que estão previstas se confirmem, segundo o analista, há possibilidade de recuperação de lavouras em algumas áreas, principalmente de lavouras que foram plantadas mais tarde.Â
“Não vejo que no Brasil já tenha perdido algo entre 16 e 17 milhões de toneladas, mas já perdemos bastante no Paraná, por exemplo. E a soja do tarde (no Brasil) é a que vai se beneficiar”, acredita Sousa diante dos mapas que se desenham para os próximos dias. As expectativas se repetem para a Argentina. “O mercado sente as chuvas chegando (como mostram os modelos para as próximas semanas) e devolve as altas. O clima ainda é muito importante e o mercado vai continuar monitorando”, diz.Â
E caso essas precipitações se confirmem, as cotações da soja na Bolsa de Chicago poderiam voltar aos US$ 13,50 ou até mesmo testarem nÃveis um pouco mais baixos do que este.Â
Além disso, o diretor da Labhoro lembra ainda que na próxima segunda-feira (17) é feriado nos EUA – dia de Martin Luther King – as bolsas não funcionam, “e os fundos não quiseram carregar uma posição tão grande e saÃram do mercado”.Â
NEGÓCIOS PARADOS NO BRASIL
Com os dias de baixa em Chicago e sequentes recuos do dólar frente ao real, os negócios seguem travados no Brasil. O produtor evita comprometer um volume maior de sua safra e paralisa a comercialização no paÃs. “Tivemos um volume insignificante de negócios no Brasil nesta semana”, relata Ginaldo Sousa.Â
Dessa forma, as cotações seguem firmes e em patamares que reumneram bem, apesar de alguns ajustes negativos que se observaram nos últimos dias.Â