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A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) divulgou seu balanço final com números de exportações de soja e de milho do Brasil ao longo do ano de 2021, apontando uma elevação dos embarques da oleaginosa e um recuo nos envios do cereal.
Ao longo dos 12 meses do ano passado, o Brasil embarcou 86,628 milhões de toneladas de soja em grão, o que representou um aumento de 5,2% com relação ao registrado em 2020, quando o paÃs exportou 82,298 milhões de toneladas.
“A relevância dos números de 2021 estabelece que a cadeia brasileira de grãos é capaz de atender à s demandas dos compradores de commodities, tanto em volume quanto em qualidade, superando todos os desafiosâ€, relata a Anec.
O grande destaque para exportações da soja fica por conta da China, que absorveu 60 milhões de toneladas ao longo de 2021. “Em um ano em que o controle de resÃduos de agroquÃmicos em grãos foi intensificado em alguns mercados, as exigências sobre a ausência de variedades geneticamente modificadas, a presença de pragas quarentenárias, nÃveis e qualidade das proteÃnas permanecem como pontos de atenção. O maior alerta de 2021 veio da China e sua maior cautela com os embarques de soja brasileira, que a cadeia da soja se dedicou a resolver imediatamenteâ€.
Milho
Já do lado do milho, 2021 se encerrou com exportação de 20,55 milhões de toneladas pelos dados da Anec, o que representa uma redução de 38,5% com relação as 33,396 milhões de toneladas registradas em 2020. O patamar também é o menor desde 2012, quando o paÃs embarcou apenas 19,8 milhões de toneladas.
“A produção de milho foi de 85,8 milhões de toneladas, aproximadamente 18% menor em 2020/21 em comparação com a temporada anterior. Isso levou a uma queda importante nas exportações e, consequentemente, levou o Brasil a importar 1,47 milhões de toneladas para atender a demanda internaâ€, explica a Anec.
Os técnicos da agência também destacam o grande número de operações washout registradas ao longo do último ano. “Devido à oscilação da quantidade de milho disponÃvel para exportação, o comércio internacional enfrenta grande quantidade de recompras de contratos (washout) e suas consequências, como reescalonamento de navios, mudanças sutis logÃsticas, novos contratos de venda, etcâ€.