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Por Nikolaj Skydsgaard
COPENHAGUE (Reuters) – A variante Ômicron do coronavÃrus contorna melhor a imunidade das pessoas vacinadas do que a variante Delta, de acordo com um estudo dinamarquês publicado na semana passada, o que ajuda a explicar por que a Ômicron está se espalhando mais rapidamente.
Desde a descoberta em novembro da altamente mutada variante Ômicron, cientistas têm se apressado para descobrir se a cepa causa casos menos graves da doença e por que parece ser mais contagiosa do que a variante Delta, antes dominante.
Um vÃrus pode ser mais transmissÃvel por uma série de razões, como o tempo que permanece no ar, sua capacidade de se prender à s células ou sua evasão do sistema imunológico do corpo humano.
Ao investigar cerca de 12 mil famÃlias dinamarquesas em meados de dezembro, os cientistas descobriram que a Ômicron é entre 2,7 a 3,7 vezes mais infecciosa do que a variante Delta entre dinamarqueses vacinados.
O estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade de Copenhague, Statistics Denmark e do Statens Serum Institut (SSI), sugere que o vÃrus está se espalhando mais rapidamente porque é melhor em escapar da imunidade obtida por meio das vacinas.
“Nossas descobertas confirmam que a rápida disseminação da (variante) Ômicron pode ser atribuÃda principalmente à evasão do sistema imunológico, em vez de um aumento inerente na transmissibilidade básica”, disseram os pesquisadores. O estudo ainda não foi revisado por pares.
O estudo também descobriu que pessoas vacinadas com a dose de reforço têm menos probabilidade de transmitir o vÃrus, independentemente da variante, do que as não vacinadas.
Embora mais transmissÃvel, a variante Ômicron parece induzir a formas menos graves da doença, disse a diretora técnica do SSI, Tyra Grove Krause, à imprensa local nesta segunda-feira.
“Embora a Ômicron ainda seja capaz de exercer pressão sobre nosso sistema de saúde, tudo indica que é mais suave do que a variante Delta”, disse ela, acrescentando que o risco de ser hospitalizado com Ômicron é metade do que com a Delta.
“Isso pode nos tirar da pandemia, de modo que se torne a última onda de coronavÃrus”, disse Krause.