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Até que as previsões se confirmem e as chuvas cheguem efetivamente ao sul do Brasil, Argentina e Paraguai, as perdas continuarão a se acumular nos campos de soja sul-americanos. Os números ainda divergem, mas algumas consultorias falam em uma quebra que já se aproxima de 20 milhões de toneladas.Â
Há alguns dias o Paraguai tem registrado focos de incêndio em lavouras por conta das elevadas temperaturas e da falta de chuvas que, em algumas regiões, já passa de 60 dias. Nesta quarta-feira (29), o NotÃcias AgrÃcolas recebeu vÃdeos e fotos de um novo foco de fogo em Santa Rita, a 100 quilômetros de Ciudad del Leste.Â
As imagens mostram os campos já com o fogo recém apagado. Nos vÃdeos também é possÃvel ver as lavouras sendo retiradas já que não é mais possÃvel aproveitar mais nada. 50 hectares foram queimados até que o fogo fosse controlado.Â
“As coisas estão muito complicadas aqui no Paraguai. O produtor que mais colheu conseguiu 1500 quilos por hectare (25 sacas/ha). Quem colher um pouco mais tarde vai conseguir menos e um pouco mais tarde ainda não deverá conseguir colher nada. Não vai sair nada. A soja está morrendo sem granar”, conta o produtor local Jair Berger.Â
As temperaturas em algumas regiões produtoras já chegam a 40ºC.Â
Segundo Vlamir Brandalizze, consultor da Brandalizze, o Paraguai – que começou a safra 2021/22 com potencial para colher até 12 milhões de toneladas – dificilmente chegará a 9 milhões. Do mesmo modo, os números são agressivos também para estados como Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.Â
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No caso da Argentina, a estimativa da Brandalizze Consulting é de que a safra fique entre 40 e 42 milhões de toneladas de soja, caso as chuvas previstas para a segunda quinzena de janeiro de 2022 se confirmem. As estimativas iniciais eram de 49 a 50 milhões de toneladas.Â
Todavia, os mapas climáticos continuam preocupando. Nesta quarta-feira, o NOAA (Administração Ocêanica e Atmosférica) e o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) indicaram mais 15 dias de tempo muito quente e seco, com temperaturas bastante elevadas no Rio Grande do Sul, além do Paraguai.Â
Nas imagens abaixo o primeiro mapa – de 29 de dezembro a 6 de janeiro mostram o Sul do Brasil e o Paraguai com volumes bastante limitados de precipitações. No segundo mapa é possÃvel perceber que as previsões continuam mostrando chuvas escassas para o paÃs vizinho do Brasil.Â
