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Soja tem dia de realização de lucros em Chicago nesta 3ª, mas preços ainda altos no mercado brasileiro

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O mercado da soja testou os dois lados da tabela nesta terça-feira (28), incluindo boas altas durante o início do dia, mas fechou o pregão no vermelho na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa perderam entre 3 e 4,50 pontos, com o janeiro terminando o dia com US$ 13,59 e o maio com US$ 13,74 por bushel. Os vizinhos milho e trigo também recuaram, liderados pelo trigo, que caiu forte mais de 2,5%. 

Ao mesmo tempo, cederam ainda os preços dos derivados de soja, que também subiam durante a manhã. Assim, o óleo concluiu seus negócios na CBOT com baixas de mais de 0,5% entre as posições mais negociadas, enquanto as perdas no farelo foram de pouco mais de 0,2%. 

Além da soja, as perdas foram observadas em quase todo o mercado de commodities nesta terça-feira. Na B3, o mercado futuro brasileiro, os preços do milho perderam mais de 4%, levando o janeiro de volta aos R$ 89,01 e o março a R$ 92,73 por saca. 

“Hoje o mercado foi basicamente comandado pelo trigo, que puxou o milho e acabou levando a soja em simpatia. Também o mercado levou em consideração as previsões climáticas de chuvas para sexta-feira no sul do Brasil”, explicou o diretor geral do Grupo Labhoro, Ginaldo Sousa. “Em  dia típico de “turnaround tuesday” a CBOT fecha em baixa. Mas, o clima da América do sul continua sendo o principal fator e foco do mercado”.

Ainda segundo levantamento feito pela Labhoro, o modelo americano (GFS) atualizado na tarde desta terça mostra volume menor de chuvas para a região produtora do Paraguai, chegando somente até 25 mm. Para a Argentina mantem-se a previsão de seca para as províncias de La Pampa e Buenos Aires,
mas com acumulado de chuvas de até 45 mm em San Luis e pontualmente no noroeste de Córdoba, com precipitações de até 30 mm em Santiago del Estero, Santa Fé, Entre Rios e Corrientes.

Já para o Brasil, o modelo indica acumulado chuvas de até 50 mm para a região leste do Rio Grande do Sul e chuvas de 10 a 30 mm no restante do estado. Para o restante do país, as previsões ainda seguem conforme o modelo gerado na manhã de hoje, com muitas chuvas no centro-oeste e MATOPIBA, explica a consultoria.

COMO FICA O BALANÇO GLOBAL DE OFERTA & DEMANDA?

O mercado internacional da soja agora busca entender como a quebra da safra sul-americana vai pesar sobre o balanço global de oferta e demanda da soja, como explica o diretor da Pátria Agronegócios, Matheus Pereira, em entrevista ao Notícias Agrícolas. 

“As quebras na América do Sul são, indiscutivelmente, gigantes, talvez uma das piores perdas produtivas na safra sul-americana, contabilizando Paraguai e Argentina, Brasil e Uruguai”, diz. E caso as chuvas realmente não cheguem às regiões mais afetadas pela seca – que já dura 60 dias em algumas áreas – as perdas podem se intensificar ainda mais. 

Além do quadro promovido pela estiagem, no Brasil, importantes regiões produtoras sofrem também com o excesso de precipitações – como a Bahia, Tocantins, Piauí e o Pará – já que a falta de luminosidade e a umidade constante aumentam a pressão de doenças fúngicas, além de promover a perda de qualidade das vagens nos campos. 

“A problemática da seca no Brasil não é algo que surgiu hoje, ele já vem sendo arrastado há dois meses. O mercado já teve o tempo necessário para absorver. O que veio dar esse novo gás no mercado foi esse novo problema surgindo no radar que são os excessos de chuvas no Centro-Norte do Brasil. O mercado, hoje, está muito mais reativo a entender as perdas potenciais por esse excesso de precipitações”, explica o analista. “Mas claro que a expansão da seca é um catalisador do movimento de alta”, completa. 

Assim, na medida em que as perdas se acumulam na América do Sul, o mercado vai também buscando entender como isso irá pesar sobre o resultado da produção global da oleaginosa. 

Abaixo, veja a íntegra da entrevista de Matheus Pereira ao Notícias Agrícolas nesta terça-feira:

MERCADO BRASILEIRO

Os preços da soja no mercado brasileiro continuam elevados e nesta semana chegaram a registrar seus melhores momentos da temporada para o produto 2021/22 nos portos. Os indicativos chegaram a testar valores acima dos R$ 182,00 por saca, testando algo perto de R$ 185,00 a depender dos prazos de entrega e pagamento. 

Nesta terça-feira, porém, as referências na maior parte das praças de comercialização pesquisadas pelo Notícias Agrícolas terminaram o dia com estabilidade, refletindo não só as pequenas baixas de Chicago, mas também a estabilidade do dólar. 

A moeda americana encerrou a sessão com uma pequena alta de 0,02% e valendo R$ 5,64. 

Ainda assim, algumas localidades encontraram espaço para novas altas no mercado físico. Em Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul, alta de 1,50% para R$ 169,00 por saca no disponível; de 1,81% em Panambi, para R$ 169,02; de 0,61% em Londrina e Cascavel, para R$ 164,00, e 1,24% em Amambai, no Mato Grosso do Sul, para R$ 163,00. 

Os negócios, porém, estão travados nesta última semana do ano. Ainda como explica Pereira, os produtores seguem reticentes diante de novas vendas por conta das perdas que se acentuam no campo e do que já foi previamente comprometido. Além disso, as altas fortes dos custos para a safra 2022/23 também deixam os sojicultores mais cautelosos agora. 

“O produtor está mais reticente neste ano para novas vendas, não só no futuro, mas também no disponível. Está difícil a comercialização desse remanescente na originação. Quem tem soja hoja está pisando no freio”, relata o diretor da Pátria.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda