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Resultados da COP-26 geram oportunidades para a cafeicultura brasileira

*Por Marcos Matos e Silvia Pizzol – Diretor Geral e Gestora de Sustentabilidade do Cecafé

Em 14 de novembro, encerrou-se a mais importante conferência do clima das Nações Unidas da história. A COP-26, realizada em Glasgow, Escócia, teve como relevante resultado a finalização do livro de regras do Acordo de Paris, regulamentando o artigo 6º, que trata do mercado global de carbono.

Embora ainda existam desafios regulatórios domésticos, o estabelecimento de regras gerais para a operacionalização desse mercado internacional traz segurança jurídica e oportunidades à canalização de incentivos econômicos e consolidação de instrumentos de mercado para a remuneração dos sistemas produtivos sustentáveis do agronegócio brasileiro.

Conforme evidenciado no Plano ABC+, está cientificamente comprovado que as tecnologias nacionais, como os sistemas integrados – a exemplo dos agroflorestais e da integração lavoura-pecuária-floresta –, os bioinsumos, os sistemas irrigados, o plantio direto, entre outros, reduzem a pegada de carbono dos produtos agropecuários e contribuem para maior resiliência das regiões produtoras aos impactos das mudanças climáticas.

Especificamente para a cafeicultura, há espaço para avançar mais em pesquisas para demonstrar e medir, com transparência e credibilidade científica, como as boas práticas e tecnologias inovadoras aplicadas nos diferentes sistemas produtivos contribuem para a mitigação das mudanças climáticas, estabelecendo um link com o mercado de recursos verdes em franca tendência de crescimento.

Como membro do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC), o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), em conjunto com representantes dos demais segmentos da cadeia produtiva, tem orientado e acompanhado o desenvolvimento de projetos, pelo Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café, na temática dos “Serviços Ambientais Relacionados às Mudanças Climáticas”, cujos resultados futuros deverão embasar os protocolos da cafeicultura de baixo carbono no âmbito do Programa ABC+.

Com foco em resultados de curto prazo, visando conectar de forma mais ampla o setor cafeeiro às oportunidades da nova economia que se desenham com mais clareza após a COP-26, o Cecafé também está desenvolvendo um projeto de pesquisa, com a participação direta dos exportadores associados, para suprir a lacuna de informações científicas na área de emissões e sequestro de carbono, considerando os diferentes modais produtivos do café brasileiro.

A literatura internacional não tem um foco específico nas realidades locais e a existência desses dados e informações é fundamental para a construção de protocolos de mensuração, relato e verificação, permitindo identificar oportunidades para pagamentos por serviços ambientais, bem como de incentivos econômicos para uma efetiva transição para sistemas produtivos de baixo carbono, onde necessário.

Por isso que, no mesmo mês em que os líderes mundiais discutiam seus compromissos para conter o aquecimento do planeta, o Cecafé estabeleceu uma pioneira expedição de carbono nas principais origens produtoras de café de Minas Gerais, o maior Estado produtor do Brasil.

Sob a liderança científica do professor Carlos Eduardo Cerri, da Esalq/USP, trincheiras foram abertas para a coleta de solo e cafeeiros foram extraídos em oito fazendas representativas dos sistemas produtivos das regiões Sul, Cerrado e Matas de Minas Gerais.

A análise laboratorial dessas amostras permitirá quantificar e comparar, com base em metodologia validada pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), a contribuição dos diferentes sistemas produtivos característicos da cafeicultura mineira para o sequestro de carbono da atmosfera e a consequente mitigação das mudanças climáticas.

A pesquisa também possui um componente de mensuração das emissões de gases de efeito estufa, que está sendo conduzida pelos especialistas do Imaflora, com base em dados de 40 fazendas produtoras de café das três regiões mineiras. Combinando as duas etapas, será determinado e comparado o balanço líquido de emissões de gases de efeito estufa dos diferentes sistemas produtivos que representam a cafeicultura de Minas Gerais.

Adicionalmente, o estudo também medirá a contribuição das áreas de vegetação nativa preservadas dentro das propriedades rurais para o sequestro do carbono da atmosfera. Esse é um serviço ambiental relevante prestado pelos territórios rurais das três regiões produtoras avaliadas no projeto que, somados, possuem 51,1 mil km2 de vegetação nativa dentro das fazendas, uma área equivalente a 1,25 vez o território da Suíça.

O Projeto Carbono do Cecafé tem atraído a atenção de parceiros globais, incluindo patrocínios de torrefadores e redes de cafeterias, bem como interesses para futuras parcerias voltadas à aplicação dos resultados. Esse ambiente de colaboração multistakeholder em prol da cafeicultura de baixo carbono será consolidado no Swiss Coffee Dinner 2022, evento organizado pela Swiss Coffee Trade Association (SCTA), que soube de nossa iniciativa e nos convidou para apresentar as principais conclusões da pesquisa.

O café brasileiro é sustentável e entrega benefícios socioambientais às comunidades onde está inserido, graças às tecnologias e boas práticas agrícolas adotadas pelos produtores.

Iniciativas protagonizadas pelo setor privado, após anos de investimento em práticas produtivas sustentáveis, já renderam os primeiros frutos, com recentes embarques de café carbono neutro negociados com prêmios significativos, que contribuem para remunerar os esforços dos cafeicultores pelos serviços ambientais prestados à sociedade.

Com seu Projeto Carbono, o Cecafé pretende contribuir com fundamentos científicos para ampliar o número de cafeicultores beneficiados por esses recursos, além de promover a imagem do café brasileiro nos principais mercados importadores, demonstrando que as práticas produtivas estão alinhadas a critérios ESG, mantendo o País na vanguarda da competitividade e sustentabilidade da cafeicultura mundial.

 

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda