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Estudo mostra bom desempenho da pegada de carbono do café arábica em métricas tropicais

A grande importância do café arábica, alimento mais consumido no Brasil, motivou os cientistas da Embrapa a estudarem o seu sistema de produção agrícola, de forma a estimar a sua pegada de carbono e seu perfil ambiental e constataram que o quilo de café brasileiro emite menos gases de efeito estufa que um dos seus principais produtos concorrentes, o café colombiano. 

Por meio da parceria com a Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé – Cooxupé e apoio de especialistas na cultura, as equipes da Embrapa Meio Ambiente e da Embrapa Café caracterizaram os principais sistemas de produção nas principais regiões brasileiras: Mogiana Paulista, Cerrado Mineiro e Sul de Minas, construindo seus inventários do ciclo de vida (ICVs), constatando que a pegada de carbono do café em grãos brasileiro variou de 1,9 a 4,6 kg CO2 eq/kg café, dependendo da região e do sistema de produção adotado, sendo muito mais favorável que a pegada de carbono do café colombiano, de 6,5 kg CO2 eq/kg café, por exemplo.

Os ICVs consistem em inventários de todos os insumos consumidos e as emissões geradas para a produção de 1 kg de café em grãos. Esses ICVs são a base para a estimação da pegada de carbono do produto.

Os inventários dos processos agrícolas foram construídos na ferramenta ICVCalc, desenvolvida pela Embrapa Meio Ambiente, que incorpora os principais modelos internacionais para estudos de Avaliação de Ciclo de Vida (ACV). Ao todo, foram construídos seis inventários, representativos dos seguintes sistemas de produção: convencional, da Mogiana Paulista; irrigado e não irrigado, do Cerrado Mineiro; manual, mecanizado e semi-mecanizado, do Sul de Minas Gerais. Todos esses inventários estão depositados no SICV (Banco Nacional de Inventários de Ciclo de Vida, IBICT/MCTI) e são de acesso público.

Segundo Marília Folegatti, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente e coordenadora do estudo, as informações geradas, por um lado, podem orientar melhorias nas práticas de campo, para redução de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE). Por outro lado, podem embasar certificações ambientais, promovendo o acesso a mercados internacionais mais exigentes.

A equipe contou com especialistas em sistemas produtivos de café, como André Dominghetti, da Embrapa Café, e Nilza Patrícia Ramos, da Embrapa Meio Ambiente, que atuaram junto ao setor, buscando representar os processos de produção de café arábica típicos das regiões da Mogiana Paulista e do Cerrado e Sul de Minas Gerais. 

Segundo Nilza, a participação efetiva dos cafeicultores, fornecendo informações sobre as operações e os insumos utilizados durante as mais diversas etapas de produção (desde a fase de muda, passando pela de produção de grãos até a renovação do cafezal), foi essencial para a melhor representatividade do estudo, refletindo em números o que realmente acontece no campo.

Diversos outros especialistas em nutrição de plantas, fitopatologia, solos, geoprocessamento e em avaliação de ciclo de vida (ACV) também participaram do estudo. 

Segundo a analista da Embrapa Meio Ambiente, Anna Leticia Pighinelli, a modelagem da ACV foi feita em um software específico, e implica na seleção de fluxos que irão representar cada um dos insumos listados na ICV, tais como fertilizantes, corretivos agrícolas, diesel e eletricidade. Essa seleção tem impacto direto nos resultados do perfil ambiental e da pegada de carbono, e a escolha é sempre embasada pelo estudo criterioso da documentação técnica disponível no software. “Assim é possível garantir que não estamos nem subestimando nem superestimando os impactos”, afirma a analista.

Para Marcelo Morandi, chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente e também membro da equipe do projeto, a contabilidade da pegada de carbono e do perfil ambiental das culturas, por meio da ACV, considerando as características próprias de nossa agricultura tropical, é essencial para o país se posicionar como referência em agricultura sustentável. Segundo Morandi, “métricas tropicalizadas, com credibilidade científica e padrões reconhecidos na comunidade internacional são elementos essenciais para as negociações internacionais, tanto para ressaltar a qualidade do nosso produto, quanto a sustentabilidade de sua produção. A ACV nos permite ter essa base de comparação internacional, entretanto preservando e ressaltando as características próprias de nossos sistemas de produção, uma vez que também no mercado internacional, o arábica tem destaque, sendo um importante produto nas exportações brasileiras”.

Projeto

O projeto “Inventários do ciclo de vida da produção de café e seus derivados: uma contribuição para o SICV” foi aprovado na Chamada 40/2018 do CNPq, construída em parceria entre este Conselho, o IBICT e o Grupo Técnico em Bioeconomia do MCTI com o objetivo de incentivar a geração e submissão de inventários do ciclo de vida para o principal banco de dados brasileiro. O Banco Nacional de Inventários do Ciclo de Vida (SICV Brasil) é um banco de dados criado para abrigar Inventários do Ciclo de Vida (ICVs) de produtos nacionais, o que implica no aumento da competitividade da agricultura e da indústria nacional, vinculado a um melhor desempenho ambiental de produtos e serviços.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda