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IBGE: Varejo engata 3ª queda e volta a ficar abaixo de patamar pré-pandemia com inflação alta e renda parada

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Por José de Castro e Rodrigo Viga Gaier

SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) -As vendas no varejo brasileiro emendaram a terceira queda em outubro e voltaram a ficar abaixo do patamar pré-pandemia, afetadas por um conjunto de fatores como inflação alta, renda parada e menor crédito, num indicativo do cenário mais difícil para consumo das famílias, importante componente do Produto Interno Bruto (PIB).

O volume de vendas recuou 0,1% em outubro ante setembro, na série com ajuste sazonal, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. A taxa é a pior para meses de outubro desde 2018 (-0,3%).

Em três meses seguidos de números negativos, o declínio acumulado é de 5,2%. Com essa sequência, a atividade no comércio volta a ficar em níveis abaixo da pré-pandemia, em queda de 0,1%. A última vez que o varejo havia caído abaixo desse patamar fora em março passado, quando ficou 0,9% aquém de fevereiro de 2020.

Sobre outubro de 2020, o recuo foi de 7,1%, o terceiro consecutivo.

As leituras mensal e anual vieram bem abaixo do esperado: em pesquisa Reuters, economistas projetavam alta de 0,8% sobre setembro e queda de 5,6% na comparação com um ano antes.

O gerente da pesquisa do IBGE, Cristiano Santos, disse que o mau desempenho do comércio pode ser atribuído a “vários fatores”, como inflação mais alta; renda estabilizada, o que gera menor poder de compra; e menor disponibilidade de crédito para pessoa física.

“A pandemia mudou a estrutura de consumo, mas neste ano a inflação acaba por afetar o consumo, especialmente de super e hipermercados, que têm peso e relevância muito grande”, disse Santos. “O isolamento (social, pela pandemia) diminuiu, mas aí veio o fator preço. Com renda estável, crédito cai e inflação sobe em setores-chave, e o comércio volta a cair de novo”, completou.

O gerente chamou atenção para o desempenho do segmento de Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que em outubro caiu 0,3% depois de quedas de 1,3% em setembro e de 0,9% em agosto. O setor está, assim, 0,2% abaixo do patamar pré-pandemia. “Esse é um setor norteador do indicador geral, que é afetado por emprego, inflação e renda”, disse Santos.

ATIVIDADES

Cinco das oito atividades acompanhadas registraram perdas, com Livros, jornais, revistas e papelaria (-1,1%) na lanterna.

Na comparação anual, todas as oito atividades pesquisadas recuaram, com destaque negativo para Móveis e eletrodomésticos, em que a atividade despencou 22,1%.

Considerando o varejo ampliado –que inclui veículos, motos, partes e peças e de material de construção–, o volume de vendas recuou 0,9% ante setembro e 7,1% frente a outubro de 2020. No ano, o varejo ampliado acumula alta de 6,3% e, em 12 meses, as vendas subiram 5,7%.

 

Varejo

 

 

 

Volume Receita Volume Receita

 

de

vendas (taxa nominal de vendas nominal

de variação %) (taxa de (taxa de (taxa de

variação %) variação %) variação %)

 

Outubro/Setembr -0,1 0,7 -0,9 0,1

o*

Média móvel -1,8 -0,5 -1,7 -0,4

trimestral*

Outubro -7,1 6,2 -7,1 7,1

2021/Outubro

2020

Acumulado 2021 2,6 15,2 6,3 19,9

Acumulado 12 2,6 14,2 5,7 18,3

meses

*Série com ajuste sazonal

(Edição de Luana Maria Benedito)

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda