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ESG e café: Consumidor é quem dita o ritmo do mercado e ele está cada vez mais exigente procurando por responsabilidade social, ambiental e boas práticas agronômicas

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ESG e café: Consumidor é quem dita o ritmo do mercado e ele está cada vez mais exigente procurando por responsabilidade social, ambiental e boas práticas agronômicas

 

Governança socioambiental e a cafeicultura de baixo carbono

A julgar pela agenda multilateral em andamento, 2021 se configura como divisor de águas para as discussões sobre reponsabilidade socioambiental em sistemas agroalimentares.

Debates sobre o capitalismo de stakeholders– não apenas com foco no lucro, mas também no valor entregue às partes interessadas, incluindo a sociedade – estão presentes no Fórum Econômico Mundial e na Organização das Nações Unidas (ONU) há décadas, mas atingiram maior relevância em 2021, com o cenário pandêmico e as crescentes preocupações com impactos das mudanças climáticas na vida no planeta.

Na “Agenda de Davos”, em janeiro deste ano, a importância do ESG (Ambiental, Social e Governança, em português) para a sustentabilidade dos retornos financeiros de longo prazo das empresas foi um ponto central e conferiu maior visibilidade ao tema.

Já em novembro de 2021, todos os olhos se voltam para a COP26, a conferência das Nações Unidas sobre clima e meio ambiente, que ocorre em Glasgow, na Escócia, considerada uma das mais importantes da história, onde governos e setor privado mostrarão o que pretendem fazer para evitar um aumento superior a 1,5°C na temperatura global em relação ao século XIX.

É clara a coalescência entre o comportamento dos consumidores e a pauta dos acordos internacionais em discussão.

Uma recente pesquisa realizada pela PricewaterhouseCoopers – PwC nos Estados Unidos, Brasil, Reino Unido, Alemanha e Índia mostra que a pandemia da Covid-19 ampliou o leque de consumidores conscientes dispostos a pagar mais por produtos e marcas mais saudáveis, seguros e ambiental e socialmente responsáveis.

A esmagadora maioria dos consumidores e trabalhadores afirmou ser mais propensa a comprar ou trabalhar para empresas que compartilham seus valores entre os vários elementos do ESG.

A consequência desse cenário ao agro é que temas como conservação da biodiversidade, trabalho decente, redução das pegadas de carbono e hídrica, boas práticas agronômicas, rastreabilidade e devida diligência terão cada vez mais influência no comércio internacional de produtos agropecuários e impactos diretos na reputação de origens, marcas e no acesso a mercados.

Para equilibrar essa balança de cobranças e recompensas, o grande desafio reside em destravar programas amplos de pagamentos pelos serviços ambientais prestados pelos produtores de alimentos, fibras e energia à sociedade, incluindo o mercado global de carbono, cuja definição de regras claras é uma das grandes expectativas em relação à COP26.

O primeiro passo nessa direção é quantificar e dar visibilidade às ações de conservação ambiental difundidas no agronegócio brasileiro. Em relação ao café nacional, os investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, a preservação ambiental dos produtores, as rígidas e modernas Leis sociais ambientais e a organização e a eficiência de todos os segmentos trouxeram o Brasil, para o presente momento, como líder absoluto no mercado global da commodity.

Faz-se necessário refletir, portanto, como se preparar para o futuro no contexto do ESG, com ênfase nos pilares da sustentabilidade, incluindo o olhar da governança corporativa orientada.

Além da sustentabilidade e dos avanços na gestão corporativa, aplicando as práticas ESG, será necessário aprimorar a comunicação e promover a imagem dos cafés do Brasil, destacando os pontos fortes e as oportunidades.

A cafeicultura brasileira presta muitos serviços ambientais à sociedade, frutos de investimentos em pesquisas que promovem saltos de produtividade, viabilizando a conservação de significativas áreas de vegetação nativa e da biodiversidade dentro das propriedades rurais.

Para trazer mais transparência às contribuições dos cafés do Brasil à agenda socioambiental em voga nos fóruns multilaterais, em especial na COP26, uma das iniciativas do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) é medir o balanço líquido das emissões de gases de efeito estufa nas principais origens de Minas Gerais, o maior Estado produtor do produto no país.

Esse projeto, desenvolvido em conjunto com exportadores associados e parceiros globais, sob a liderança técnico-científica do professor Carlos Eduardo Cerri, da Universidade de São Paulo (USP), e do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), calculará o carbono capturado da atmosfera e estocado no solo dos cafezais e nas áreas de vegetação nativa, conservadas de acordo com o Código Florestal brasileiro, nas fazendas de café do Sul, Cerrado e Matas de Minas.

Promover e dar mais visibilidade à conservação de florestas nos territórios cafeeiros é um dos objetivos do Cecafé com esta ação. Dados recentes publicados pela Embrapa Territorial[2], com base no Cadastro Ambiental Rural (CAR), corroboram que o cenário é “verde” nas três regiões em análise no projeto. Nas áreas rurais – onde o café é uma das culturas plantadas – dos municípios do Sul de Minas, do Cerrado Mineiro e das Matas de Minas há 51,1 mil km2 destinados à vegetação nativa, uma área 1,25 vez superior ao território da Suíça, por exemplo.

Fundamentado em metodologia do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas das Nações Unidas, o projeto carbono do Cecafé servirá de alicerce científico para novas ações do comércio exportador na agenda de desenvolvimento sustentável. Também permitirá demonstrar, nos principais mercados consumidores dos cafés do Brasil, que as origens nacionais unem produção competitiva e eficiente à preservação ambiental.

Divulgar continuamente essascaracterísticas intrínsecas da cafeicultura brasileira, que estão alinhadas à agenda socioambiental internacional e às tendências de comportamento dos consumidores, é compromisso do segmento exportador para que os cafés do Brasil continuem avançando na conquista de novos mercados.

* Por Marcos Matos – Diretor Geral do Cecafé e Silvia Pizzol – Gestora de Sustentabilidade

 

Cafépodcast tamplate

Este é o “Café em Prosa Podcast”, o primeiro podcast raiz do site Notícias Agrícolas e inteiramente dedicado ao setor de cafés especiais. Passarão por aqui especialistas, baristas, empreendedores, produtores e amantes do bom e velho café. Em conversas descontraídas, essas pessoas contarão suas histórias e trarão suas ligações com essa bebida que é uma das mais apreciadas no mundo todo. Então pegue sua xícara quentinha e venha nessa jornada com a gente!  

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda