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Por Camila Moreira
SÃO PAULO (Reuters) – O Ãndice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) encerrou o mês de novembro com variação positiva de 0,02%, depois de ter avançado 0,64% em outubro, diante do recuo na inflação ao produtor.
O dado divulgado nesta segunda-feira pela Fundação Getulio ficou bem abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,21%, e com isso o Ãndice passou a acumular nos 12 meses até novembro alta de 17,89%%.
A FGV informou que o Ãndice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do Ãndice geral e apura a variação dos preços no atacado, teve queda de 0,29% no mês, depois de subir 0,53% em outubro.
“Apesar dos aumentos registrados para diesel (6,61% para 9,96%) e gasolina (2,79% para 10,17%) na refinaria, as quedas nos preços de grandes commodities –com destaque para minério de ferro (-8,47% para -15,15%), soja (-0,18% para -2,85%) e milho (-4,52% para -5,00%)– favoreceram a manutenção da inflação ao produtor em terreno negativo”, explicou André Braz, coordenador dos Ãndices de preços.
Para o consumidor houve em novembro algum alÃvio na pressão, já que o Ãndice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no Ãndice geral, desacelerou a alta a 0,93%, de 1,05% em outubro.
A maior contribuição para a desaceleração do IPC partiu de Educação, Leitura e Recreação, cujo avanço enfraqueceu de 2,93% para 0,34% em novembro. Isso devido principalmente à passagem aérea, cujos preços subiram 1,62% em novembro, depois de uma taxa de 22,84% no mês anterior.
Por sua vez, o Ãndice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve avanço de 0,71% no perÃodo, depois de subir 0,80% no mês anterior.
O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.