Maior produtor nacional de suÃnos, Santa Catarina reforça as ações de defesa agropecuária e lança campanha de prevenção à peste suÃna africana (PSA). Com o tema SC Contra a Peste SuÃna Africana, o Governo do Estado, a Secretaria da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural e a Companhia Integrada de Desenvolvimento AgrÃcola (Cidasc) pretendem conscientizar a população sobre os riscos da doença e as formas de proteger o rebanho catarinense.
A campanha publicitária contará com material em vÃdeo, áudio, impresso e online e será distribuÃdo nos principais veÃculos de comunicação de Santa Catarina. Segundo o secretário de Estado da Agricultura, este é um chamado para que os catarinenses fiquem atentos aos riscos da introdução da PSA em Santa Catarina e para que os turistas saibam das regras para o transporte de produtos de origem animal.
“Estamos agindo preventivamente para proteger o nosso rebanho e o nosso agronegócio. A suinocultura é uma das principais atividades econômicas de Santa Catarina e nós estamos reforçando as medidas de prevenção e conscientização não só dos produtores, mas também dos turistas e catarinenses. Embora a peste suÃna africana não seja uma doença transmissÃvel para o ser humano, ela prejudica a economia como um todo e nós precisamos proteger a nossa economia. Nós somos guardiões da saúde animal em Santa Catarina e esse é um grande desafio diário”, destaca.
Mensagem da Campanha
Embora não ofereça riscos à saúde humana, a peste suÃna africana causa grande mortalidade nas criações de suÃnos. Para proteger o agronegócio catarinense, é necessária a colaboração de todos.
Os turistas que visitam Santa Catarina – de carro, ônibus, navio ou avião – não devem trazer em sua bagagem nenhum produto que contenha carne suÃna. Os produtos apreendidos serão descartados.
Os produtores não podem alimentar os animais com sobras de comida (lavagem). Além disso, é importante proibir a entrada de estranhos na granja.
E, principalmente, caso haja qualquer suspeita da doença, notificar imediatamente a Cidasc.

Reforço nas ações de defesa agropecuária
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento reforçou a vigilância em portos e aeroportos, além de fortalecer sua capacidade de prevenção do ingresso do vÃrus da PSA no Brasil. Em Santa Catarina, as ações contam com o apoio da Companhia Integrada de Desenvolvimento AgrÃcola de Santa Catarina (Cidasc) e da iniciativa privada.
O que é Peste SuÃna Africana?
É uma doença viral que não oferece risco à saúde humana, mas pode dizimar criações de suÃnos, pois é altamente transmissÃvel e leva a altas taxas de mortalidade e morbidade. Considerada pela OIE como uma das doenças mais relevantes para o comércio internacional de produtos suÃnos, a PSA afeta somente os suÃnos.
A doença está se disseminando pelo mundo, presente atualmente em mais de 50 paÃses, entre eles, a República Dominicana e Haiti – este é o primeiro registro da doença no continente americano desde a década de 1980. A doença não existe no Brasil, a última ocorrência foi registrada em 1981 e, desde 1984 o paÃs é livre de PSA.
Impacto na economia
O vÃrus da PSA não é perigoso para a saúde humana, mas gera um grave impacto social e econômico, especialmente para as exportações de produtos de carne suÃna, para a renda das famÃlias rurais, bem como para a segurança alimentar.
O agronegócio é o carro-chefe da economia catarinense, responsável por quase 70% de toda exportação e por mais de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. As agroindústrias empregam mais de 60 mil pessoas de forma direta e contam com 55 mil famÃlias integradas no campo. A produção catarinense é exportada para mais de 150 paÃses, entre eles os mercados mais exigentes e competitivos do mundo.