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Os movimentos altistas dos preços futuros do milho permaneceram presentas na Bolsa Brasileira (B3) por toda esta segunda-feira (22).
O vencimento janeiro/22 foi cotado à R$ 87,40 com alta de 1,27%, o março/22 valeu R$ 87,38 com elevação de 1,25%, o maio/22 foi negociado por R$ 84,80 com ganho de 1,07% e o julho/22 teve valor de R$ 83,10 com valorização de 1,69%.
Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, com a chegada do final do ano as grandes indústrias do setor de ração não compram mais milho porque elas param neste perÃodo para manutenção, limpeza e férias coletivas na segunda quinzena de dezembro.Â
“O ritmo de negócios do milho brasileiro é muito lento. A B3 teve leve alta, mas uma alta só para seguir um pouco a lógica de Chicago, que segue a pressão do trigo em alta, praticamente só uma correção de posiçõesâ€, pontua Brandalizze.
Nas três primeiras semanas de novembro o Brasil exportou 1.628.816,5 toneladas de milho não moÃdo (exceto milho doce), de acordo com o relatório divulgado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Â
Isso registra um aumento de 552.559,9 toneladas do registrado até a semana anterior (1.076.256,6). O volume acumulado nestes 12 primeiros dias úteis do mês representa apenas 34,41% das 4.732.624,1 toneladas que foram exportadas durante todo o mês de novembro de 2020.Â
No mesmo perÃodo, o paÃs importou um acumulado de 397.464,3 toneladas de milho. Isso significa que, ao longo dos 12 primeiros dias úteis do mês, o paÃs já recebeu 89,8% a mais do que todo o registrado em novembro de 2020 (209.348,3 toneladas).
No mercado fÃsico brasileiro, o preço do milho oscilou bastante ao longo deste primeiro dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do NotÃcias AgrÃcolas encontrou desvalorizações em Ponta Grossa/PR, Palma Sola/SC, Tangará da Serra/MT, Campo Novo do Parecis/MT, JataÃ/GO, Rio Verde/GO e Amambai/MS.
Já as valorizações apareceram nas praças de Ubiratã/PR, Londrina/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Pato Branco/PR, Dourados/MS, São Gabriel do Oeste/MS, Eldorado/MS e Cândido Mota/SP.
Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira
De acordo com a análise da Agrifatto Consultoria, “com pouca força da demanda doméstica o mercado segue se orientando pela exportação ao mesmo tempo que a quantidade de milho ofertado recuaâ€.
Ainda nesta segunda-feira, o Cepea divulgou sua nota diária apontando que “o lento ritmo das exportações de milho na atual temporada e o bom andamento da semeadura da safra verão seguem pressionando as cotações internas do cerealâ€.Â
Segundo colaboradores do Cepea, compradores se mantêm afastados das negociações, na expectativa da continuidade das quedas, enquanto alguns vendedores, com necessidade de liberar espaço nos armazéns, negociam o milho a preços mais baixos.Â
Na parcial de novembro (até o dia 19), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (região de Campinas/SP) registra média de R$ 84,53/saca de 60 kg, a menor, em termos reais, desde setembro de 2020 (as médias mensais foram deflacionadas pelo IGP-DI de out/21). Entre 12 e 19 de novembro, especificamente, Indicador ESALQ/BM&FBovespa recuou ligeiro 0,1%, fechando a R$ 82,84/saca de 60 kg na sexta-feira, 19.Â
Mercado Externo
A Bolsa de Chicago (CBOT) também encerrou o primeiro dia da semana contabilizando movimentações positivas para os preços internacionais do milho futuro.
O vencimento dezembro/21 foi cotado à US$ 5,76 com ganho de 6,00 pontos, o março/22 valeu US$ 5,84 com elevação de 7,25 pontos, o maio/22 foi negociado por US$ 5,88 com valorização de 7,50 pontos e o julho/22 teve valor de US$ 5,89 com alta de 7,00 pontos.
Esses Ãndices representaram elevações, com relação ao fechamento da última sexta-feira (19), de 1,05% para o dezembro/21, de 1,21% para o março/22, de 1,20% para o maio/22 e de 1,20% para o julho/22.
Segundo informações da Agência Reuters, os futuros do milho seguiram a alta do trigo, com suporte adicional de uma colheita em declÃnio nos Estados Unidos e forte demanda doméstica de fabricantes de etanol.
“A demanda continua igual ou superior à oferta no curto prazoâ€, disse Don Roose, presidente da US Commodities.
Do lado do trigo, os futuros atingiram seu nÃvel mais alto em quase nove anos na segunda-feira, com chuvas inoportunas na Austrália e a alta nos preços do trigo russo, alimentando preocupações sobre o estreitamento da oferta entre os principais exportadores mundiais.
“O mercado de trigo está liderando o ataque. Foi atingido por um clima muito úmido na Austrália e um pouco seco nas planÃcies dos EUA, problemas de transporte no sudoeste do Canadá e questões relacionadas a impostos de exportação na Rússiaâ€, disse Roose.