Notícias

Na mira do FMI, fluxo de criptoativos salta no Brasil mas não acende alerta no BC, dizem fontes

Logotipo Reuters

Por Marcela Ayres

BRASÍLIA (Reuters) – Os recursos alocados por brasileiros em criptoativos no exterior saltaram 145% em 2021, um movimento que tem sido acompanhado de perto pelo Banco Central, mas sem acender qualquer alerta interno, segundo duas fontes do governo com conhecimento direto do assunto.

Apesar de o Fundo Monetário Internacional (FMI) ter chamado a atenção sobre os riscos associados ao aumento desse fluxo em mercados emergentes, a avaliação é que no Brasil o tema não chega a representar uma preocupação.

De janeiro a agosto, o volume investido por brasileiros nesses ativos alcançou 4,3 bilhões de dólares, ante 1,7 bilhão de dólares em igual período do ano passado e 1,7 bilhão de dólares no mesmo intervalo de 2019.

Sozinho, o montante aportado em 2021 representa 36,8% do estoque total já alocado historicamente pelos brasileiros em criptoativos: 11,7 bilhões de dólares desde 2016, quando esses números timidamente começaram a sensibilizar as estatísticas do BC.

Embora o diretor de Política Monetária da autarquia, Bruno Serra, tenha reconhecido recentemente que o aumento nos valores foi expressivo, uma fonte do Banco Central disse à Reuters, em condição de anonimato, que o acompanhamento pelo órgão regulador se dá mais por curiosidade do que por risco neste momento.

“(Volume investido) é muito pouco para gerar qualquer problema”, disse.

Na semana passada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) fez um alerta sobre o assunto em seu Relatório de Estabilidade Financeira Global, ressaltando que o aumento da comercialização de criptoativos em mercados emergentes pode potencialmente levar à desestabilização dos fluxos de capital.

O FMI observou, no documento, que esse movimento pode estar acelerando a dolarização e erodindo a eficácia das restrições cambiais existentes e de medidas de gestão de controle de capital.

“Mercados emergentes e economias em desenvolvimento que enfrentam esses riscos devem priorizar o fortalecimento de políticas macro e considerar os benefícios da emissão de moedas digitais por bancos centrais”, disse o FMI.

Uma segunda fonte do governo, familiarizada com as discussões sobre o tema, apontou que no Brasil não há nenhum grande volume investido em criptoativos, mas “alguma alocação” feita por parte de agentes que apostam na sua valorização.

Esse investimento é feito tanto diretamente, via exchanges que não são reguladas, como por meio de fundos de investimento, que são regulados normalmente pela Instrução 555 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Embora o BC esteja de fato engajado no projeto de uma moeda digital, isso não guarda nenhuma relação com o avanço dos criptoativos, destacou a segunda fonte.

A recomendação do FMI pressupõe que as pessoas utilizam ativos virtuais para pagamento e para guardar valor porque buscam alguma forma de moeda que seja digital e, na ausência de uma moeda emitida pelo governo, acabam recorrendo aos criptoativos.

“Isso está muito longe da realidade. No Brasil temos boa parte dos pagamentos já na forma digital. O que as pessoas buscam nos criptoativos é uma possibilidade de investimento de alto risco, mas também com alta probabilidade de retorno”, afirmou a fonte.

A situação seria outra, por exemplo na Venezuela.

“Os venezuelanos não confiam no bolívar. Então, para não ficarem com uma moeda podre na mão, compram bitcoin. E lá é mais fácil comprar bitcoin que dólar”, acrescentou.

A euforia com criptoativos no Brasil tem como pano de fundo uma valorização galopante desses ativos: no ano, o bitcoin –criptoativo mais negociado no mercado– acumula alta de 114% depois de subir 304% em 2020.

Na sexta-feira, Serra, do BC, voltou a falar sobre o aumento do aporte por brasileiros em criptoativos, classificando o movimento como uma busca de investidores por diversificação de patrimônio.

“Acho que essa dinâmica de diversificação no exterior é uma dinâmica que talvez venha para ficar. Os canais pra diversificação se abriram bastante. A regulação cambial caminha para flexibilizar nesse sentido, é algo que a gente tem que lidar”, disse ele, em evento promovido pela gestora Upon Global.

Num exercício para estimar a marcação a mercado desses ativos não internalizados, os criptoativos detidos pelos brasileiros somariam quase 50 bilhões de dólares, ante 16 bilhões de dólares detidos em ações norte-americanas, apontou o diretor.

“É um negócio muito grande, chama a atenção dos reguladores no mundo todo, não é só no Brasil”, afirmou ele.

Serra frisou que no Brasil a autoridade monetária conta com “mercado de câmbio muito controlado”, o que lhe dá visão sobre todas essas operações.

“Temos contrato de câmbio para todas as transações, 100% delas a gente consegue mapear. Não é todo BC ou todo regulador que tem esse tipo de informação. Então é algo que está sendo discutido nos fóruns dos bancos centrais”, disse.

(Por Marcela Ayres, com reportagem adicional de José de Castro)

Prezado cliente, nosso canal de atendimento por telefone está passando por instabilidade no momento. Pedimos que priorize o atendimento via mensagem no WhatsApp:

logo_sinap

METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda