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O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira (1º) o julgamento de aplicação do marco temporal das terras indÃgenas no paÃs, que pode alterar o domÃnio de terras no paÃs. O relator do caso é o ministro Edson Fachin.
O plenário do STF discutirá o cabimento da reintegração de posse requerida pela Fundação do Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina (Fatma) de área declarada administrativamente como de tradicional ocupação indÃgena localizada em parte da Reserva Biológica do Sassafrás (SC).
Ao todo, 39 representantes de entidades e instituições foram inscritos para sustentação oral. Após isso, é que terá inÃcio a votação dos ministros.
Segundo apuração do Estadão, o caso deverá ter votação iniciada, mas não há perspectiva de quando o processo será concluÃdo. Inclusive, pode ser que a Corte peça mais tempo para análise.
Em entrevista para a CNN nesta quarta, Rudy Ferraz, chefe da assessoria jurÃdica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), disse que a validação da tese do marco é necessária para dar segurança jurÃdica.
“Não podemos viver numa insegurança completa, com a possibilidade de qualquer tÃtulo, daqui a 10 ou 20 anos, ser anulado porque alguém no passado falou que havia possibilidade de ter terra indÃgena ali”, disse.
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) divulgou nota em que também alerta para a necessidade de seguranças social e jurÃdica no campo.
“Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a FPA não é contra o direito indÃgena. Defendemos o direito de propriedade e a indenização justa aos proprietários rurais que tenham suas terras demarcadas, além da segurança jurÃdica como fonte de credibilidade na atração de investimentos e do desenvolvimento brasileiro. Um direito não pode se sobrepor ao outro”, reportou.
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A ação deveria ter sido votada no ano passado, mas o relator suspendeu a tramitação de processos sobre áreas indÃgenas até o fim da pandemia, por entender que medidas como reintegração de posse podem agravar a situação dos indÃgenas em relação ao risco de contágio da Covid-19.Â