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Especialistas abordam na EsalqShow novas tecnologias para a indústria sucroenergética

Em 17/8, aconteceu o 3º Encontro Preparatório da 4ª edição do EsalqShow, organizado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP). A iniciativa foi realizada de forma online e teve como tema “A indústria sucroenergética: estado atual da arte, desafios e importância das novas tecnologias”.  

O encontro, moderado pelo presidente do Conselho da Fermentec, Henrique Vianna de Amorim, contou com a participação do diretor de Engenharia da EMPRAL, Ricardo Brunelli, diretor da Aliança Piracicaba Engenharia e Tecnologia, Arthur Padovani Neto, Especialista de Aplicação/ Processo e Microbiologia da Fermentec, Fernando Henrique Giometti, presidente da Fermentec, Henrique Berbert de Amorim Neto, diretor da Datagro, Guilherme Nastari, diretor Industrial da Usina Alta Mogiana, Fernando Antonio da Costa Figueiredo Vicente, e do gerente da Divisão Industrial do Grupo Pedra Agroindustrial/ Corporativo, Alexandre de Paula Menezes.

A dinâmica do evento foi dividida em dois blocos e Ricardo Brunelli, diretor de Engenharia da EMPRAL, deu início aos trabalhos propondo uma comparação entre sistemas que utilizam moenda ou difusor. Ele reforçou que no Brasil, aspectos logísticos possibilitam vantagens na escala do processamento, com alta capacidade de alimentação em apenas uma linha de moagem. “As instalações com moenda ainda são predominantes no Brasil e permitem maior capacidade de escala. Além disso, contamos no Brasil com mais consultores experientes em moenda, mas poucos com conhecimento em difusor. Realidade diferente no Brasil e na África do Sul”. Brunelli defendeu ao final da sua explanação a criação de um curso em Engenharia Açucareira em Piracicaba, especificamente na Esalq. 

Arthur Padovani Neto, diretor da Aliança Piracicaba Engenharia e Tecnologia, falou sobre a geração de energia elétrica no setor sucroenergético. Ele traçou um panorama histórico e lembrou que o setor passou a gerar energia elétrica a partir da evolução tecnológica, melhorias nas caldeiras e nas turbinas. Mesmo assim, prospectando um futuro mais promissor, Arthur Padovani Neto apontou a falta um norte tecnológico que nos permita atingir um total de energia gerada superior a 250 kWh/TC. “Precisamos avançar na pesquisa de novas tecnologias associadas ao Sistema de Geração de energia, além de considerar a incorporação de outras fontes de biomassa”. 

Na sequência, Henrique Berbert de Amorim Neto, Especialista de Aplicação/ Processo e Microbiologia da Fermentec, discorreu sobre as novas tecnologias. Ele ressaltou que o Brasil é o maior produtor de etanol de cana-de-açúcar do mundo e, com essa grande escala de produção, a otimização dos processos e criação de novos produtos torna-se cada vez mais possível. Em seguida, citou o exemplo da fermentação com alto teor alcoólico, que evolui a cada safra. “Essa evolução possibilita três benefícios, o aumento da produtividade, a redução do volume de vinho a destilar e a diminuição da vinhaça”. Berbert finalizou sua fala destacando cinco tecnologias que estão em desenvolvimento para a utilização no setor sucroenergético, são elas, oleolev, cellev, etanol e levedura seca, etanol de milho com reciclo de levedura e biogás. 
 
Fernando Henrique Giometti abordou o tema ferramentas de inteligência para a área industrial. Giometti ressaltou que as evoluções tecnológicas apresentam um grande potencial para garantir a eficiência nas usinas. “Os avanços tecnológicos, principalmente a partir do uso de ferramentas de inteligência e em especial de dados em tempo real, possuem extrema importância no desenvolvimento do setor e da primeira geração. Partindo desse pressuposto quatro pilares são essências para a evolução das áreas industriais brasileiras, são eles, monitoramento, integração de sistemas, computação em nuvem e os algoritmos computacionais “. 
 
Guilherme Nastari, diretor da Datagro, abordou mercado, desafios e tendências do setor sucroenergético. Nastari defendeu que o momento atual exige resiliência do setor sucroalcooleiro e que estamos inseridos em uma agenda internacional. “A quarta onda de expansão coloca o setor novamente em um patamar muito importante, uma vez que estimamos processar mais de 890 milhões de toneladas de cana em 2028. Isso se dá porque a partir do Renovabio incentivamos o consumo de combustível com menor pegada de carbono. Isso mostra que nosso País está preocupado com mudanças climáticas, o que nos coloca de forma definitiva na agenda ESG mundial”. 

Fernando Antonio da Costa Figueiredo Vicente destacou quatro prioridades para a utilização de recursos de medição dentro das indústrias. “As indústrias precisam ampliar a gestão da eficiência, como no caso da instalação do NIR, onde é possível verificar a qualidade da cana; outro processo necessário é a gestão da operação, iniciativa que busca destacar o tempo de aproveitamento para a realização da safra nas indústrias”. O terceiro processo, segundo ele é a gestão da automação, atividade que utiliza o Centro de Operação industrial e relata todos os procedimentos de uma usina, a exemplo do seu consumo e eficiência. “A última prioridade é a gestão dos recursos e talentos humanos”, complementou. 

Encerrando o debate, Alexandre de Paula Menezes realizou uma breve contextualização sobre os temas expostos no debate e expôs sua reflexão sobre a produtividade do setor agrícola. “Tenho uma preocupação com a produtividade agrícola, precisamos olhar para o futuro e evoluir a cada dia no rpm das usinas e na matéria-prima”. Menezes finalizou sua exposição destacando a importância da utilização de ‘softwares’ e de novas tecnologias para o desenvolvimento da área industrial brasileira. 

Para conferir o encontro na íntegra acesse https://www.youtube.com/watch?v=wyBdyu2VfpQ.   

Sobre o EsalqShow – A 4ª edição do EsalqShow ocorrerá de 5 a 7 de outubro de 2022. O evento é uma realização da Esalq e tem a Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq) como parceira institucional. O evento, que visa fomentar a inovação e o empreendedorismo na agricultura, reúne uma série de ações para aproximar a academia do setor produtivo, do setor público e sociedade em geral.  

O 4º Encontro Preparatório do EsalqShow está programado para o próximo dia 25 de agosto de 2021, das 14h às 17h. Na oportunidade, será debatido o tema “Tecnologia da Informação no Setor Sucroenergético Brasileiro”. A coordenação do encontro será de Fábio Marin, professor do Departamento de Engenharia de Biossistemas da Esalq/USP. Clique aqui para assistir  

Mais informações sobre a 4ª edição do EsalqShow em  www.esalqshow.org.br   

Dúvidas pelo e-mail [email protected] .  

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda