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Zoneamento agrícola indica melhores épocas para o plantio do maracujá

O novo Zoneamento Agrícola de Risco Climático para a cultura do maracujá (Zarc Maracujá) foi publicado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) nesta quarta-feira (21) no Diário Oficial da União.

O resultado final do estudo são as indicações das melhores épocas para o plantio do maracujazeiro e os respectivos níveis de risco climático em todos os municípios brasileiros, em sistema sequeiro e irrigado, considerando o clima, os tipos de solos e os ciclos de cultivo recomendados no país. Dessa forma, agricultores e técnicos podem planejar melhor sua produção e o sistema de produção a ser adotado, a fim de evitar que adversidades climáticas coincidam com as fases mais sensíveis da cultura e, assim, minimizando riscos de perdas na produção.

No Zarc para a cultura do maracujá, foram considerados para a análise de riscos a disponibilidade hídrica para a cultura, a ocorrência de geadas e a ocorrência de temperaturas muito elevadas no período de florescimento. Cada um desses fatores é avaliado conforme a fase do ciclo da cultura, que pode apresentar maior ou menor sensibilidade aos eventos adversos.

O estudo foi realizado pela Embrapa, com apoio do MAPA e Banco Central, e contou com a colaboração de participantes de todo Brasil, incluindo pesquisadores, técnicos e representantes do setor produtivo e instituições com interesse na cultura.

Maracujá no Brasil

O maracujá é produzido em todas as regiões brasileiras, tendo limitações apenas nas áreas mal drenadas e nas áreas sujeitas a geadas. A principal espécie cultivada é o maracujá azedo (Passiflora edulis Sims), presente em mais de 90% dos pomares, mais comumente em sistema irrigado. São estimados cerca de 50 mil produtores em todo o País, a maioria de pequeno porte.

O Nordeste é a principal região produtora, com destaque para a Bahia, com maiores produção (168,4 mil toneladas) e área colhida (15,6 mil ha). Já o maior rendimento está no Distrito Federal, com 27,68 t/ha. O Brasil é o maior produtor e consumidor mundial de maracujá.

Zarc Maracujá para sistemas de produção em dois tipos de mudas

A principal inovação no novo Zarc Maracujá é a inclusão do sistema de cultivo baseado no chamado “mudão”, além do sistema tradicional.

O método de produção baseado no mudão foi desenvolvido pela Embrapa Cerrados e consiste no uso de mudas mais vigorosas, com altura entre 90 cm e 180 cm e plantadas no campo com idade a partir de 120 dias. Por outro lado, as mudas convencionais têm, em média, menos de 50 cm de altura e são plantadas com idade de 60 dias. As mudas do tipo mudão passam mais tempo no viveiro (120 dias) ou na estufa (70 dias) antes de serem levadas ao campo.

As principais vantagens do mudão são a menor taxa de mortalidade no campo, o menor tempo de exposição às adversidades do campo na fase mais vulnerável do início do desenvolvimento, maior precocidade e maior produtividade, além de maior tolerância a pragas e doenças.

De acordo com os resultados do Zarc maracujá em sequeiro (não irrigado), observa-se que o mudão pode ser plantado com menor risco climático, em mais municípios e num período maior do ano agrícola se comparado à muda convencional. Em regiões com clima mais restritivo, como em regiões menos chuvosas do Nordeste, por exemplo, alguns municípios só se viabilizam com o mudão.

Restrições hídricas são o principal fator de risco na maior parte do Brasil. Por isso o sistema irrigado viabiliza a produção em muitas áreas onde o sequeiro é inviável. Na versão do Zarc para o maracujá irrigado, assume-se que a irrigação será responsável pelo suprimento hídrico da planta, excluindo-se qualquer episódio de deficiência hídrica.

Porém, mesmo no sistema irrigado, algumas regiões podem apresentar risco climático elevado onde a temperatura máxima costuma ultrapassar os 39oC durante o período de florescimento. Por isso, mesmo no sistema irrigado, a muda convencional pode apresentar janelas de plantio diferentes das do mudão, em função dos ciclos diferentes nesses dois sistemas e dos riscos que afetam as diferentes fases.

Outra característica do mudão é que, por ter ciclo mais curto que o da muda simples, o mudão possibilita que a cultura escape de geadas no período de florescimento, e apresente produção viável mesmo em regiões sujeitas a inverno frio no Sul e no Sudeste.

De acordo com os coordenadores do estudo, os pesquisadores Fernando Macena (Embrapa Cerrados) e Balbino Evangelista (Embrapa Pesca, Aquicultura e Sistemas Agrícolas), este novo Zarc maracujá apresenta avanços importantes, uma vez que considera os cultivares e sistemas de cultivo mais indicados na atualidade, utilizou modelos mais avançados para estabelecer as demandas da cultura ao longo do seu ciclo, bases de dados atualizadas e melhor ajuste dos indicadores de risco. Tudo isso contribui para resultados que representam melhor a realidade do campo.

Macena e Balbino destacam, ainda, que o produtor controla o preparo do solo, a escolha da cultivar, o manejo de pragas e doenças, a adubação, o espaçamento e a opção de uso da irrigação. Já os fatores climáticos não podem ser controlados. “Não podemos interferir na quantidade de chuvas, na radiação solar, nas temperaturas máximas e mínimas, nas geadas e nas chuvas de granizo. E tudo isso afeta a produtividade final da cultura”, explicou.

Reuniões de Validação

Uma das etapas do trabalho consistiu na análise dos resultados junto com colaboradores externos. Participam técnicos e especialistas de instituições de pesquisa, universidades, Mapa, Banco Central, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Seguradoras, empresas de assistência técnica e extensão rural que atuam nos diferentes estados. Mais de 200 participantes de todo o Brasil, puderam tirar dúvidas sobre a metodologia e verificar a coerência dos resultados face ao que conhecem nas suas respectivas regiões.

As informações coletadas permitem à equipe do estudo fazer ajustes imediatos na metodologia do Zarc antes da publicação da versão final pelo MAPA. Também permitem prospectar necessidades para a pesquisa e desenvolvimento cujos resultados se converterão em inovações e aprimoramentos para o Zarc e para a Gestão de Riscos num futuro próximo.

Participante das reuniões de validação, o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados, Fabio Faleiro, ressaltou o papel dos estudos do Zarc na formulação de políticas públicas e na minimização de riscos na agricultura relacionados aos fenômenos climáticos. “O Brasil é um país continental, com vários biomas e regiões. Imaginem o desafio desse tipo de estudo, que é complexo”.

Ele também destacou a importância econômica, social e ambiental da cultura do maracujá. “É uma das poucas frutas plantadas do Rio Grande do Sul até Roraima com sucesso, e assim o Zarc assume uma importância ainda maior”, afirmou, citando diversas tecnologias que podem impulsionar a cultura, como cultivares mais resistentes a doenças, fertirrigação e a produção de mudas do tipo mudão.

Segundo, Eduardo Neves, técnico do Programa Assistência Técnica e Gerencial do Senar/MS, “o trabalho do Zarc para maracujá é fundamental para informar o produtor, para que assim ele possa ser mais assertivo em melhores épocas de produção e obter melhores resultados”.

Outro aspecto relevante para o risco de produção mencionado nas Reuniões de Validação foi o vazio sanitário. Em Santa Catarina, por exemplo, o vazio do maracujá compreende o mês de julho em todo os municípios, enquanto outros Estados seguem regras diferentes ou não tem critérios definidos. Os resultados do Zarc são sempre compatibilizados a fim de evitar indicação de plantios em épocas ou locais proibidos pelo vazio sanitário. Há uma necessidade de uniformização dos vazios sanitários para a cultura considerando todo o território nacional.

Os resultados finais, ajustados após as reuniões de validação do Zarc Maracujá são encaminhados ao Departamento de Gestão de Riscos da Secretaria de Política Agrícola, MAPA, responsável pela publicação das portarias de zoneamento.

Disponibilização dos resultados

Os estudos de Zarc atendem aos objetivos do Programa Nacional de Zonamento Agrícola de Risco Climático e ao Programa Agro Gestão Integrada de Riscos do MAPA.

A observância das datas de plantio preconizadas pelo Zarc é obrigatória para os produtores que desejam acessar o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e o Programa de Subvenção ao Seguro Rural (PSR).

Produtores rurais e outros agentes do agronegócio podem acessar por meio de tablets e smartphones, de forma mais prática, as informações oficiais do Zarc, facilitando a orientação quanto aos programas de política agrícola do governo federal. O aplicativo móvel Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Informática Agropecuária (Campinas/SP), está disponível nas lojas de aplicativos:  iOS e Android  

Os resultados do Zarc também podem ser consultados e baixados por meio da plataforma  “Painel de Indicação de Riscos”  e nas portarias de Zarc por Estado. 

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda