ROMA (Reuters) – Os preços mundiais dos alimentos subiram pelo décimo mês consecutivo em março, atingindo seu nÃvel mais alto desde junho de 2014, liderados por saltos nos Ãndices de óleos vegetais, carnes e laticÃnios, disse a agência de alimentos das Nações Unidas (FAO) na quinta-feira.
O Ãndice de preços dos alimentos da organização, que mede as variações mensais de uma cesta de cereais, oleaginosas, laticÃnios, carnes e açúcar, teve média de 118,5 pontos no mês passado, contra 116,1 ligeiramente revisados ​​em fevereiro.
O número de fevereiro era anteriormente de 116,0.
A FAO, sediada em Roma, também disse em um comunicado que as colheitas mundiais de cereais continuam em curso para atingir um recorde anual em 2020, acrescentando que as primeiras indicações apontam para um novo aumento na produção este ano.
O Ãndice de preços de cereais da FAO caiu 1,7% mês a mês em março, encerrando oito meses de ganhos consecutivos, mas ainda 26,5% acima do mesmo perÃodo do mês passado.
Entre os principais cereais, os preços de exportação do trigo foram os que mais caÃram, diminuindo 2,4% no mês, refletindo a boa oferta e perspectivas animadoras de produção para as safras de 2021, disse a FAO.
O Ãndice de preços de óleo vegetal da FAO subiu 8,0% no mês para atingir seu nÃvel mais alto desde junho de 2011, impulsionado pelos preços mais altos de óleos de palma, soja, colza e girassol.
O Ãndice de carnes subiu 2,3%, mas, ao contrário de todos os outros Ãndices, ainda apresentou leve queda na comparação anual. A FAO disse que as cotações das carnes de aves e suÃnos aumentaram, sustentadas por um ritmo acelerado de importações por paÃses asiáticos, principalmente a China.
A FAO elevou sua previsão para a safra de cereais de 2020 para 2,765 bilhões de toneladas, de uma estimativa anterior de 2,761 bilhões, apontando para um aumento de 2% ano a ano.
Olhando para o futuro, a FAO disse que espera que a produção global de cereais aumente pelo terceiro ano consecutivo em 2021.
A produção global de trigo deve atingir um novo recorde de 785 milhões de toneladas este ano, 1,4% acima dos nÃveis de 2020, impulsionada por uma recuperação acentuada na maior parte da Europa e expectativas de uma colheita recorde na Ãndia, disse a FAO.
Produções acima da média também são esperadas para o milho, com uma previsão de safra recorde para o Brasil.
(Por Crispian Balmer)
