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IPCA-15 tem maior alta para março em 6 anos por gasolina e taxa em 12 meses supera teto da meta

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A gasolina continuou exercendo forte peso e a prévia da inflação oficial do Brasil registrou em março a maior alta para o mês em seis anos, com o acumulado em 12 meses ultrapassando o teto da meta do governo.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) registrou alta de 0,93% em março, de acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O dado ficou bem acima da alta de 0,48% vista em fevereiro, mas pouco abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço no mês de 0,96%, caracterizando a alta mais intensa para o mês de março desde 2015 (+1,24%).

O resultado levou a taxa acumulada do IPCA-15 em 12 meses a 5,52%, de 4,57% antes e expectativa de 5,55%. Com isso, supera o teto da meta do governo para este ano, que é de uma inflação de 3,75%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, medida pelo IPCA.

A maior influência individual para o resultado foi exercida pela alta de 11,18% da gasolina, cujos preços aumentaram pelo nono mês consecutivo.

Na sexta-feira, a Petrobras anunciou o primeiro recuo dos preços da gasolina em suas refinarias, seguido de outro a partir desta quinta-feira, mas o combustível ainda acumula aumento de quase 41% frente aos valores praticados no início de 2021.

Com isso os preços do grupo Transporte tiveram o maior avanço no mês, de 3,79%, acelerando ante alta de 1,11% em fevereiro. Também subiram os custos de etanol (16,38%), óleo diesel (10,66%) e gás veicular (0,39%).

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, oito apresentaram alta em março. O segundo maior impacto foi exercido por Habitação, com alta de 0,71%, com destaque para o aumento de 4,60% do gás de botijão, no 10º mês consecutivo de alta.

Já a alta dos preços de Alimentação e bebidas desacelerou a 0,12% de 0,56% em fevereiro, com os alimentos para consumo no domicílio caindo 0,03% após sete meses consecutivos de alta. Contribuíram para esse resultado as quedas de tomate (-17,50%), batata-inglesa (-16,20%), leite longa vida (-4,50%) e arroz (-1,65%).

O único grupo a apresentar deflação em março foi Educação, que caiu 0,51% após alta de 2,39% em fevereiro.

O cenário inflacionário no Brasil tem sido encarado com cautela, em meio ainda à desvalorização do real e preocupações de repasse cambial aos preços. Instituições econômicas já passaram a elevar suas estimativas tanto para a alta do IPCA quanto para a taxa básica de juros.

Na semana passada o Banco Central elevou a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual, e explicou que a decisão de elevar a Selic a 2,75% e indicar outra alta do mesmo valor para maio levou em conta os riscos fiscais de curto prazo em meio ao recrudescimento da pandemia no país e preocupações com a desancoragem das expectativas para a inflação.

Já Campos Neto afirmou que a atual conjuntura global de juros baixos, liquidez abundante e disponibilidade de vacinas faz o mercado precificar um aumento da inflação, mas minimizou risco de problemas decorrentes desse cenário.

Para este ano, a pesquisa Focus realizada pelo BC junto a uma centena de economistas mostra que a expectativa é de uma alta do IPCA de 4,71%, com a Selic a 5,00%.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda