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Chuvas frequentes e volumosas continuam atrasando colheita e tirando qualidade da soja no centro norte do BR

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A cada dia em que as chuvas continuam chegando ao centro-norte do Brasil, a preocupação dos sojicultores aumenta. As regiões onde o excesso de umidade ainda castiga as lavouras, a soja segue perdendo qualidade e a impossibilidade da colheita atgrasa ainda mais o plantio da segunda safra de milho, a qual também está sendo empurrada para fora da janela ideal de cultivo. Os mapas abaixo, do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), mostram os acumulados de chuvas em 1 dia, na primeira imagem, e em 5 dias, na segunda. 

Mapa de acumulado de chuvas em 1 dia - 04.03.2021 - Fonte: Inmet

Mapa de acumulado de chuvas em 5 dias - 04.03.2021 - Fonte: Inmet

Um dos estados que mais sofre com as atuais condições climáticas é o Tocantins. O estado fechou fevereiro com um acumulado de chuvas de 615 mm, contra volumes de pouco mais de 300 mm em anos anteriores, como relata ao Notícias Agrícolas, o produtor rural Rodrigo Almeida, de Araguacema, no Tocantins. 

“De 5 de fevereiro em diante, tivemos chuvas todos os dias, com volumes grandes, impossível fazer os trabalhos de campo, como a colheita, o plantio do milho, está tudo atrasado. As máquinas não conseguem desempenhar seu trabalho no campo”, diz. 

Almeida relata afirma ainda que “a soja chega no ponto de colheita e a produtividade vai só caindo, a qualidade do grão vai se deteriorando e, para agravar, os armazéns não têm condições de receber esses grãos porque o processo de secagem é muito lento e não há estrutura”.

+ Produtor de Araguacema/TO já registra perda de pelo menos 20% de produtividade pelo excesso de chuvas

As imagens abaixo, enviadas por Almeida, ilustram a condição da soja que está sendo retirada de suas lavouras neste momento. 

Lavouras de soja na região de Araguacema/TO | Rodrigo Almeida

Lavouras de soja na região de Araguacema/TO | Rodrigo Almeida

Lavouras de soja na região de Araguacema/TO | Rodrigo Almeida

No Maranhão, a situação é semelhante. Na região de Balsas, uma das principais regiões produtoras do estado,a colheita também está bastante atrasada, bem como o plantio da safrinha, por conta das chuvas constantes. 

“As áreas de palhada precisam de, pelo menos, uns três dias de sol e não estamos tendo isso. Não tem chovido muito em quantidade, mas todo dia dá uma chuva que lhe impede de trabalhar e sair de casa com o maquinário”, explica Zildomar Manthley, produtor rural da região. 

Ele completa dizendo que “está tudo atrasado, soja perdendo qualidade, e os produtores muito preocupados neste momento”. 

Lavoura de soja na região de Balsa/MA | Foto: Zildomar Manthey

Lavoura de soja na região de Balsa/MA | Foto: Zildomar Manthey

Em Mato Grosso, a situação também exige monitoramento e atenção. Como explica o presidente da Aprosoja MT, Fernando Cadore, a colheita da soja está entre 15 e 20 dias atrasada, em função de um atraso que se deu já no início da temporada, durante o plantio. 

“A colheita, além de atrasada, passa por esse excesso de precipitação na maior parte das regiões, o que faz com ainda falte cerca de 40% do plantio do milho para ser feito. Algumas regiões estão sem condições de colheita nos últimos 10 a 12 dias, causando uma grande avaria na soja, principalmente na região da BR 163. É uma situação muito crítica, praticamente de calamidade”, relata Cadore. 

As imagens abaixo são de lavouras de soja, no início deste mês de março, na região de Sinop, no estado mato-grossense. 

Os relatos de perdas, com lavouras muito avariadas e grãos sem qualidade são muitos por parte dos produtores neste momento, que têm feito o possível para salvar ao menos parte de suas safras, ainda como explica Cadore. 

Sobre o plantio do milho safrinha, o presidente da Aprosoja MT afirma que a situação é semelhante a da safra 2015/16, que foi a mais atrasada da história. “E sabemos qual foi o resultado dessa safra, quando não tivemos chuvas entre abril e maio. Esperamos que não aconteça isso, porque pode acontecer uma catástrofe na segunda safra se não tivermos um clima propício nos próximos meses”. 

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Segundo Paulo Sentelhas, professor da Esalq/USP e CTO da Agrymet, o grande problema não foi o volume das chuvas, que ficaram pouco acima da média esperada para o mês de fevereiro, mas sim a forma como chegaram, ou seja, de uma vez. “No segundo e terceiro decêndio do mês realmente choveu muito, cerca de 40mm acima da média esperada. O problema foi como essa chuva chegou, de uma vez. Foram vários dias seguidos de chuvas e isso complicou ainda mais”, afirma. A média esperada para fevereiro era de 335mm e o registrou foi de 350mm. 

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda