O presidente Jair Bolsonaro compartilhou em seus perfis nas redes sociais o vÃdeo de uma empresária que pede para o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), desistir do lockdown, que entra em vigor neste domingo (28.fev.2021).
“O povo quer trabalharâ€, escreveu o presidente.
No vÃdeo, a empresária Maria Amélia, dona de uma rede de doces de BrasÃlia, aparece ao lado de funcionários com a máscara no queixo e afirma que o “lockdown mata de fome“.
Neste sábado (27.fev.2021), o governador Ibaneis Rocha explicou que o lockdown foi determinado porque a taxa de ocupação de leitos no DF ultrapassou 98%.
“Nós infelizmente tivemos que optar pelo fechamento total do comércio porque a taxa de ocupação de leitos ultrapassa os 98%… Não fico feliz com a decisão, sei que vai impactar na vida de milhares de pessoas, mas é necessário frente à gravidade da situaçãoâ€, escreveu Ibaneis.
Bolsonaro critica medidas de restrição à Covid-19 e diz que saúde “sempre teve seus problemas” (Reuters)
(Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar medidas de restrição anunciadas por alguns governadores para barrar a disseminação do coronavÃrus e disse que a saúde “sempre teve seus problemas”.
“A saúde no Brasil sempre teve seus problemas. A falta de UTIs era um deles e certamente um dos piores”, afirmou em postagem no Twitter ao comentar uma foto, também na postagem, de tÃtulo e linha fina de uma reportagem do G1 de março de 2015 sobre falta de leitos de UTI no paÃs.
“HOJE, ao FECHAREM O COMÉRCIO e novamente te obrigar a FICAR EM CASA, vem o DESEMPREGO EM MASSA com consequências desastrosas para o paÃs”, completou o presidente em texto na rede social.
Em postagens seguintes, Bolsonaro listou valores repassados pelo governo federal a Estados em 2020, incluindo recursos referentes ao auxÃlio emergencial.
O presidente voltou recentemente a explicitar crÃticas a medidas de isolamento social, mesmo com a média móvel de mortes no paÃs por Covid-19 batendo picos desde o inÃcio da pandemia.
Missão da OMS encontra sinais de que Wuhan teve surto mais amplo em 2019
Descobriu 13 cepas; Busca acesso a dados (Poder360)
Homem usa máscara e Wuhan, na China, 1º epicentro da covid-19Reprodução/Instragam – @xinxin092
A equipe da OMS (Organização Mundial da Saúde) que investiga as origens do coronavÃrus na China descobriu sinais de que o surto em Wuhan teria sido muito maior do que se pensava anteriormente. Os pesquisadores estão buscando na cidade acesso a centenas de milhares de amostras de sangue que a China ainda não disponibilizou para análise.
O principal investigador da missão da OMS, Peter Ben Embarek, disse que o grupo encontrou 13 cepas do vÃrus que teriam circulado em Wuhan antes de dezembro de 2019.
A descoberta de tantas variantes do vÃrus pode sugerir que ele estava circulando há mais tempo do que apenas naquele mês. Este material genético é provavelmente a 1ª evidência fÃsica a emergir internacionalmente para reforçar tal teoria.
Embarek, que acaba de voltar para a SuÃça , afirmou à  CNN que “o vÃrus estava circulando amplamente em Wuhan em dezembro, o que é uma nova descobertaâ€.
O especialista da OMS acrescentou que a equipe foi apresentada por cientistas chineses a 174 casos de coronavÃrus registrados em Wuhan e nos entornos da cidade em dezembro de 2019. Destes, 100 foram confirmados por exames laboratoriais, segundo ele, e outros 74 por meio do diagnóstico clÃnico dos sintomas do paciente.
Embarek afirmou que era possÃvel que esse número maior de casos significasse que a doença poderia ter atingido cerca de 1.000 pessoas em Wuhan em dezembro.
“Não fizemos nenhuma modelagem disso desde então. Mas nós sabemos que cerca de 15% são casos graves, e a grande maioria são casos leves.â€
Ben Embarek disse que a missão –que incluÃa 17 cientistas da OMS e 17 chineses– havia ampliado o tipo de material genético do vÃrus que eles examinaram a partir de casos de coronavÃrus precoces de dezembro. Isso permitiu que eles olhassem para amostras genéticas parciais, em vez de apenas completas.
“Alguns deles são dos mercados… Alguns deles não estão ligados aos mercadosâ€, ressaltou.
Agora, a equipe espera examinar urgentemente amostras biológicas que os especialistas dizem não estarem disponÃveis nesta primeira viagem, especificamente milhares de amostras do banco de doadores de sangue de Wuhan que datam de 2 anos atrás.
“Há cerca de 200.000 amostras disponÃveis lá que agora estão protegidas e podem ser usadas para um novo conjunto de estudosâ€, disse Ben Embarek.
No entanto, pode haver dificuldades técnicas para estudar essas amostras. “Entendemos que essas amostras são amostras extremamente pequenas e usadas apenas para fins de litÃgio. Não há mecanismo que permita estudos de rotina com esse tipo de amostraâ€.
Ben Embarek disse que as circunstâncias da missão, de intensos perÃodos de quarentena e distanciamento social levaram a algumas frustrações, juntamente com o escrutÃnio global de sua conduta e descobertas.
“Você tem discussão acalorada e, em seguida, argumentação sobre isso e aquilo… Lembre-se, tivemos todo o planeta em nossos ombros 24 horas por dia durante 1 mês, o que não torna o trabalho de cientistas mais fácil.â€


