Não é de hoje que se fala sobre a importância das reduções das perdas e dos desperdÃcios dos alimentos nas diferentes etapas da cadeia de abastecimento (do pós-colheita ao varejo). O termo “perda” refere-se à s ineficiências na cadeia de produção, tais como a infraestrutura e logÃstica deficientes e/ou falta de tecnologias para a produção. A definição de “desperdÃcio” está correlacionada ao descarte intencional de produtos alimentÃcios apropriados para o consumo humano. E o setor de frutas e hortaliças tem estatÃsticas alarmantes em ambos os casos.
Segundo o relatório Fruit And Vegetables – Your Dietary Essentials, da FAO, os maiores Ãndices de perdas se dão em paÃses em desenvolvimento, em decorrência das faltas de tecnologia, de conhecimento dos envolvidos na cadeia e de infraestrutura. Por sua vez, o desperdÃcio de alimentos, no varejo, está relacionado ao armazenamento inadequado e ao manuseio excessivo dos HFs nas gôndolas. O elevado nÃvel de desperdÃcios é mais observado em paÃses ricos do que nos em desenvolvimento.
As soluções para reduzir tais Ãndices, segundo a FAO, incluem incentivos em inovação tecnológica (visando melhorar a manipulação/acondicionamento do produto), parcerias entre os setores público e privado (para apoiar uma melhor infraestrutura da cadeia de comercialização) e a capacitação aos agentes da cadeia em boas práticas de pós-colheita, em acondicionamento e manuseio do fruto. A FAO reforça, ainda, que uma ampla discussão entre exigência de qualidade com o mÃnimo de perdas é necessária, bem como a inclusão dos agricultores familiares, de menor escala de produção, na cadeia de comercialização dos hortifrutÃcolas com melhores oportunidades de mercado e mais exigentes em qualidade.
Mas a discussão de desperdÃcios não é só da cadeia de comercialização – há uma preocupação também do lado do consumidor. Saiba mais sobre este assunto na edição de fevereiro da revista Hortifruti Brasil, clicando aqui.