O governador do Piauà e coordenador da temática de vacina no Fórum Nacional de Governadores, Wellignton Dias (PT), afirmou nesta 2ª feira (25.jan.2021) que mais 10 milhões de doses da vacina desenvolvida pela Oxford e AstraZeneca serão importadas da Ãndia. Elas devem chegar ao Brasil até 8 de fevereiro.
“Consideramos grande avanço o acordo com a Ãndia para a entrega dos 2 milhões de doses prontas da Serum /Astrazeneca e também para mais 10 milhões de doses até 8 de fevereiro. Foi o caminho da diplomacia, da relação Governo Central do Brasil com Governo da Ãndia que deu este resultado. Por que não fazer com a mesma prioridade com a China para 200 milhões de IFAS para 100 milhões de dose pela Fiocruz e 100 milhões de doses pelo Butantã ? E com a Rússia para 10 milhões de doses prontas da Sputinik V via laboratório brasileiro União Quimica e mais até 20 milhões de doses no Brasil por mês ? Com o Reino Unido / Astrazeneca / Oxford para ampliar de 15 para 30 milhões de IFA / mês para Fiocruz… Literalmente é uma pauta mais que prioridade, é decisão de vida ou milhares de mortes no Brasilâ€. Wellington Dias, governador do PiauÃ, presidente do Consorcio Nordeste e coordenador da temática de vacina no Fórum Nacional de Governadores.
O Brasil recebeu 2 milhões de unidades do imunizante na 6ª (22.jan), uma semana depois do esperado. A prioridade agora são paÃses vizinhos da Ãndia e nações que ainda não receberam a vacina.
A vacina é produzida na Ãndia pelo Instituto Serum. Suresh Jadhav, um dos diretores-executivos do laboratório, disse à  CNN Brasil que a entidade quer “acesso equitativoâ€Â à s vacinas. De acordo com Jadhav, o laboratório poderá enviar novas doses ao Brasil “mais tardar até o mês que vemâ€.
Ele acrescentou: “Estamos cobrindo uma população de quase 2,5 bilhões a 3 bilhões de pessoas nesses paÃses. Então, acho que temos as nossas mão cheias. Quando terminarmos de fornecer vacinas a esses paÃses, podemos assumir mais paÃsesâ€.
Em nota, a Fiocruz afirmou que a importação de mais doses está sendo discutida com a Ãndia. Mas declarou que “ainda não há um quantitativo acertadoâ€.
PRODUÇÃO NO BRASIL
A Fundação Fiocruz irá produzir 100,4 milhões de doses com insumos importados da AstraZeneca, e depois fabricará mais 110 milhões de doses de forma independente.
Um dos motivos para importar a vacina da AstraZeneca é o atraso na produção da Fiocruz, que ainda espera a chegada da matéria-prima para iniciar a fabricação. A 1ª remessa de 30 milhões de doses estava prevista para fevereiro, mas foi adiada para o mês seguinte.
A aplicação das doses importadas da Ãndia começou no domingo (24.jan). Até o inÃcio da tarde desta 2ª feira (25.jan), pelo menos 634,4 mil brasileiros receberam a 1ª dose. O número incluem aqueles que receberam a CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa SinoVac.
Insumos para a CoronaVac chegarão ao Brasil nos próximos dias, diz Bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta 2ª feira (25.jan.2021) que a China autorizou a exportação de 5.400 litros de insumos para a CoronaVac, vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac e produzida, no Brasil, pelo Instituto Butantan.
Além dos insumos necessários para a continuidade da produção da CoronaVac no Brasil, o presidente Bolsonaro citou a vacina desenvolvida pela AstraZeneca e Universidade de Oxford e produzida pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). Disse, sem mais detalhes, que os insumos desse último imunizante estão com “liberação sendo aceleradaâ€.
Por meio do canal oficial do Telegram, o presidente enviou a mensagem e uma foto com o presidente da China, Xi Jinping. Agradeceu a “sensibilidadeâ€Â do governo chinês e, nominalmente, o “empenhoâ€Â  dos ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Eduardo Pazuello (Saúde) e Tereza Cristina (Agricultura).
Em vÃdeo divulgado na conta oficial do ministro Onyx Lorenzoni (Cidadania) no Twitter, Pazuello diz que a previsão de chegada dos insumos é “até o final desta semanaâ€.  Completou dizendo que o recebimento dos materiais da China garantirá “a continuidade da fabricação e distribuição das vacinasâ€.Â
Na 5ª feira (20.jan), o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse que a matéria-prima usada na produção da CoronaVac “já foi quase que totalmente processadaâ€. Ele pediu que o governo federal se empenhasse para acelerar a importação dos insumos da China.
“Peço ao nosso presidente [Jair Bolsonaro] e ao nosso ministro das Relações Exteriores [Ernesto Araújo] que nos ajude a aplainar essa relação com a China e que haja procedimentos, haja solicitação para que os procedimentos burocráticos para esta exportação aconteçam no mais curto perÃodo de tempoâ€, disse Covas.
A vacinação contra o coronavÃrus começou no Brasil com a distribuição de 6 milhões de doses da CoronaVac importadas da China. No entanto, a expectativa é que a imunização só avance depois do inÃcio da fabricação das vacinas no Instituto Butantan e na Fiocruz. O processo depende da chegada dos insumos ao paÃs.
Vacinação em massa é principal desafio do paÃs em 2021, diz Guedes
BRASÃLIA (Reuters) – O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta segunda-feira que a vacinação em massa é o grande desafio do governo em 2021, frisando que a imunização em larga escala, juntamente com o retorno seguro ao trabalho e a retomada da tramitação das reformas econômicas no Congresso, permitirá ao paÃs sustentar uma retomada econômica baseada em investimentos.
“Acredito que neste terceiro ano (de governo), o grande desafio é a vacinação em massa”, disse ele em coletiva de imprensa virtual para apresentar os dados da arrecadação federal no acumulado de 2020, acrescentando que a distribuição das vacinas já começou.
De acordo com Guedes, o Brasil poderá “surpreender de novo” o mundo se houver êxito em reduzir a taxa de mortalidade em decorrência da Covid-19. “A mortalidade é acima de 80% justamente na faixa dos mais idosos. Então se concentramos o fogo ali (imunização), podemos derrubar rapidamente a taxa de mortalidade.”
“Saúde e vacinação em massa são crÃticos, são fatores crÃticos de desempenho, econômico também. Então para que a economia possa voar novamente, nós precisamos acelerar essa vacinação em massa.”
Em sua participação, Guedes também rechaçou crÃticas de que o governo estaria concentrando os esforços na compra de apenas um imunizante. “O Brasil está, realmente, tentando comprar todas as vacinas. A crÃtica de que nós terÃamos ficado em uma vacina só simplesmente não cabe”, rebateu.
Vacina da Moderna é eficaz contra novas cepas do coronavÃrus, diz empresa
O laboratório Moderna publicou uma nota nesta 2ª feira (25.jan.2021) afirmando que “a vacinação com a vacina Moderna COVID-19 produziu anticorpos contra todas as variantes emergentes testadas, incluindo B.1.1.7 e B.1.351, identificadas pela primeira vez no Reino Unido e na República da Ãfrica do Sul, respectivamenteâ€. Eis a Ãntegra (43 kb) do comunicado, em inglês.
O estudo identificou que, no caso da variante da Ãfrica do Sul, a produção de anticorpos caiu 6 vezes. A farmacêutica norte-americana declarou que “apesar desta redução, os nÃveis de tÃtulo de neutralização com B.1.351 permanecem acima dos nÃveis que se espera que sejam protetoresâ€. Mas também disse que os nÃveis mais baixos de anticorpos “podem sugerir um risco potencial de diminuição precoce da imunidade à s novas cepas B.1.351â€.
A empresa recomenda a aplicação de duas doses da vacina. Testará se uma dose de reforço melhora a resposta imunológica contra as novas variantes do coronavÃrus. Também desenvolverá uma vacina especÃfica contra a cepa da Ãfrica do Sul e “possÃveis futuras variantesâ€.
De acordo com a farmacêutica, a expectativa é que a vacina atual “proteja contra cepas emergentes detectadas até o momentoâ€. Mas não faz menção direta à variante identificada no Amazonas (denominada B.1.1.28). A eficácia da vacina da Moderna é de 94,5%.


