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Os contratos futuros do trigo encerraram a sessão desta segunda-feira (8) em alta na Bolsa de Chicago (CBOT), em um movimento de recuperação técnica após as fortes quedas registradas nas últimas semanas. O mercado também acompanhou as condições climáticas nas principais regiões produtoras do Hemisfério Norte e o desenvolvimento das lavouras de inverno nos Estados Unidos.
No fechamento da sessão, os contratos apresentaram os seguintes resultados:
Julho/26: US$ 5,83/bushel, com alta de 32 pontos.
Setembro/26: US$ 5,95/bushel, com alta de 30 pontos.
Dezembro/26: US$ 6,13/bushel, com alta de 22 pontos.
Durante o dia, os investidores aproveitaram os preços mais baixos alcançados recentemente para recompor posições, favorecendo um movimento de correção técnica. Segundo analistas da Safras & Mercado, o mercado também monitorou o clima nas regiões produtoras dos Estados Unidos, Canadá, Rússia e Europa, fatores que seguem determinantes para a formação da safra global.
Apesar da reação positiva em Chicago, o cenário brasileiro permanece praticamente inalterado. O mercado físico continua com baixa liquidez, enquanto produtores mantêm postura cautelosa nas negociações, aguardando melhores oportunidades de venda.
A oferta disponível segue limitada em diversas regiões do país, situação que vem sustentando os preços internos mesmo diante da volatilidade observada no mercado internacional. Compradores continuam encontrando dificuldades para originar lotes de qualidade, especialmente no Sul do Brasil.
Além disso, o andamento da semeadura da safra 2026 segue sendo acompanhado de perto. O clima favorável em parte das regiões produtoras tem permitido o avanço dos trabalhos de campo, embora ainda existam preocupações pontuais relacionadas às condições climáticas para o desenvolvimento inicial das lavouras.
No mercado internacional, a atenção permanece voltada para o potencial produtivo dos Estados Unidos e da região do Mar Negro. Qualquer alteração relevante nas previsões climáticas pode provocar novas oscilações nas cotações ao longo das próximas semanas.
Enquanto isso, no mercado brasileiro, a combinação entre estoques mais enxutos, vendedores retraídos e demanda constante segue oferecendo sustentação aos preços físicos, mesmo em um ambiente de negócios considerado lento.