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Os preços do açúcar registraram alta superior a 2% na Bolsa de Londres nesta segunda-feira, em um movimento de recuperação após as sucessivas quedas observadas nas últimas semanas. Em Nova Iorque, não houve negociação devido ao feriado do Dia do Presidente nos Estados Unidos, mas o mercado segue sob pressão no cenário internacional.
Em Londres, o contrato maio/26 avançou US$ 8,90, valorização de 2,24%, e encerrou a US$ 406,00 por tonelada. O agosto/26 subiu US$ 7,60 (+1,93%), para US$ 401,80 por tonelada. O outubro/26 registrou ganho de US$ 6,40, alta de 1,63%, fechando a US$ 399,90 por tonelada. Já o dezembro/26 teve acréscimo de US$ 4,90 (+1,24%), terminando o dia a US$ 400,30 por tonelada.
De acordo com relatório mensal da Consultoria Agro do Itaú BBA, com o encerramento da safra 2025/26 no Centro-Sul do Brasil, o mercado passou a monitorar com mais atenção as previsões climáticas para a região. As condições foram favoráveis no final de 2025, mas houve maior restrição hídrica no início de 2026. Embora o solo ainda apresente umidade considerada positiva, eventuais episódios de seca podem levar a revisões para baixo na moagem da safra 2026/27, atualmente estimada em 620 milhões de toneladas.
No cenário internacional, notícias de uma safra forte na Índia ampliam a pressão sobre os preços. No entanto, as exportações mais fracas e a possibilidade de alta nos preços domésticos podem resultar em retenção de parte do volume produzido. Segundo o Itaú BBA, “as notícias de oferta abundante seguem pressionando os preços, mas riscos marginais começam a surgir, indicando possível formação de suporte para o açúcar no mercado internacional”.
Apesar dos números robustos de produção até o último mês, circulam no mercado indicações de possíveis perdas na safra do sul da Índia, o que poderia reduzir a produção entre 1 milhão e 2 milhões de toneladas abaixo das estimativas atuais. O relatório também destaca que as exportações indianas seguem em ritmo lento, refletindo os baixos preços internacionais. Da cota de 1,5 milhão de toneladas autorizada pelo governo, apenas 200 mil toneladas foram embarcadas até o momento.