O mercado da soja entra em um novo momento depois da chegada do novo boletim mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou nesta terça-feira (12), explica o analista do complexo soja e diretor da Agrinvest Commodities, Eduardo Vanin, em entrevista ao Bom Dia Agronegócio desta quarta (13).
Com o aperto na oferta norte-americano como foi sinalizado ontem – considerando uma redução da produção, em decorrência, principalmente, de menores áreas plantada e colhida nos EUA, e dos estoques finais -, as estratégias que serão adotadas pelo produtor brasileiro e as condições climáticas no Brasil para a próxima safra ganham ainda mais importância.
Do mesmo modo para o comportamento da demanda. A estimativa do USDA para as exportações 25/26 dos EUA foi revisada para baixo e a China ainda segue ausente das compras por lá. Assim, será necessário acompanhar.
“Entre junho e a primeira semana do ano passado, em um total de 10 semanas, a China já havia comprado 43 barcos de soja americana. E esse ano, zero. Será que pode recuperar este atraso nos próximos meses, semanas? Acho bem difícil, a não ser que o Brasil atrase o plantio”, afirma o analista.
Neste cenário, será necessário estar atento não só às compras da China, mas também dos demais demandadores, considerando que a soja mais barata e atrativa seria a norte-americana. E demandada, poderia ajudar a puxar os preços em Chicago.
Ainda sobre a safra 2025/26, a Agrinvest estima que o aumento de área de soja no Brasil seja de, aproximadamente, 700 mil hectares. “Poderia ser menor se o milho estivesse bem (de preço), mas muito pelo contrário (…) é um crescimento menor, mas é um crescimento”, complementa Vanin.
Confira sua análise completa no vídeo acima.