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Inpasa redesenha a infraestrutura e logística do Maranhão e muda o destino do milho produzido no estado

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A inauguração da biorrefinaria da Inpasa em Balsas/MA está reconfigurando o cenário agrícola e logístico da região. Com capacidade para processar 1 milhão de toneladas de cereais por ano — incluindo milho e sorgo — para produção de etanol, DDGS, óleo vegetal e energia elétrica, a unidade já impacta diretamente a dinâmica de preços, o fluxo de exportações e a infraestrutura do Sul do estado.

De acordo com o Presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), Paulo Bertolini, o maior desafio dos produtores dessa fronteira agrícola é o armazenamento e o escoamento da safra. “Geralmente, nessas regiões não tem uma boa infraestrutura e o milho sofre muito com isso e armazenagem, escoamento, rodovia e que permite fazer uma estocagem adequada”, disse ao Notícias Agrícolas.  

Segundo Boletim  Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado no final de julho/25, revela que o encerramento da colheita da soja em grão no Maranhão impactou diretamente o transporte rodoviário no estado. Com menor oferta de cargas, os preços dos fretes registraram alta em relação a junho, embora de forma moderada.

“A soja continua sendo a principal lavoura temporária do estado e exerce grande influência sobre a logística local. A menor disponibilidade do grão resultou em menor movimentação de cargas, pressionando o mercado de transporte”, informou a conab. 

A Conab também destacou em seu boletim que a demanda da Inpasa vem alterando o destino do milho produzido no Maranhão, em que parte significativa do grão, antes exportado pelo Terminal Graneleiro do Porto do Itaqui, passou a ser absorvida pela indústria local, forçando ajustes na movimentação logística.

“Como boa parte da produção é direcionada à indústria em deslocamentos curtos, os preços de transporte permanecem em patamares mais baixos que o habitual para a época”, destacou a Conab. 

O governador do estado do Maranhão, Carlos Brandão, destacou que tem buscado ajudar os produtores investindo em estradas e melhorando a infraestrutura para o escoamento dos grãos. “O produtor rural da porteira para dentro é muito bem tecnificado, altamente tecnológico e moderno e não precisa do governo, mas da porteira para fora precisam do governo”, disse o governador do Notícias Agrícolas..

O governador do estado, Carlos Brandão entregou, em Tasso Fragoso, 7 quilômetros de pavimentação na Ladeira do Pisa no Freio e assinou a ordem de serviço para a implantação de 31 quilômetros de asfalto na Rodovia Transpenitente (MA-006), via essencial para o transporte de soja, milho e algodão. 

De acordo com o Governo do Estado, a Transpenitente corta a região da Serra do Penitente, área estratégica com mais de 200 mil hectares dedicados ao cultivo de soja, milho e algodão. Diariamente, um intenso fluxo de carretas percorre a rodovia, transportando milhares de toneladas de grãos. Ligando os municípios de Balsas, Tasso Fragoso e Alto Parnaíba, é considerada um dos principais corredores logísticos para o escoamento da produção agrícola no sul do Maranhão.

Além dos investimentos públicos, produtores locais da  Serra do Penitente anunciaram a execução de mais 30 quilômetros de pavimentação na Transpenitente, em parceria com o governo. A rodovia conecta Balsas, Tasso Fragoso e Alto Parnaíba e concentra intenso fluxo de carretas responsáveis pelo transporte diário de milhares de toneladas de grãos. Com a ampliação e melhoria da via, a expectativa é reduzir perdas, aumentar a competitividade e garantir mais segurança às operações logísticas.

Segundo Pedro Cervi, presidente da Associação dos Produtores da Serra do Penitente (APSP), a região responde por cerca de um milhão de toneladas de soja por ano, o que equivale a aproximadamente 25% do PIB agrícola estadual.

Porto de Itaqui

De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), o Brasil caminha para alcançar um recorde histórico na exportação de soja em 2025, com previsão de embarcar até 15,1 milhões de toneladas apenas no mês de junho. No acumulado de janeiro a junho, já foram exportadas 68,18 milhões de toneladas de soja em grãos — um crescimento de 2,82% em relação ao mesmo período de 2024.

O Maranhão teve participação de destaque nesse desempenho, impulsionado pelo Porto do Itaqui, que se consolidou como o segundo maior exportador do país no período, com 461,2 mil toneladas embarcadas. A liderança nacional ficou com o Porto de Santos (SP), que movimentou 740,5 mil toneladas.

Principal saída para o agronegócio maranhense, o Porto do Itaqui registrou em março o maior volume de movimentação da história para o mês: 3,293 milhões de toneladas, alta de 14% em relação ao ano anterior. Desse total, os granéis sólidos somaram 2,357 milhões de toneladas, com a soja respondendo por 1,918 milhão.

Para ampliar a capacidade, está em andamento a construção do “Novo Berço 98”, que permitirá a atracação de navios de maior porte e elevará a capacidade de escoamento do terminal de 15 milhões para 23,5 milhões de toneladas anuais. A obra está 20% concluída e deve ser entregue em outubro de 2026.

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*A jornalista do Notícias Agrícolas viajou a Balsas/MA a convite do Governo do Maranhão para acompanhar a inauguração da maior biorrefinaria de etanol de milho da América Latina.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda