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Ibovespa recua liderado por tombo de CVC em dia de vencimentos; MRV&Co e Porto Seguro sobem

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SÃO PAULO (Reuters) – O Ibovespa recuava nesta quarta-feira, em meio a ajustes após flertar com 138 mil pontos na véspera, tendo CVC Brasil na ponta de baixa com tombo de quase 13% após resultado trimestral, enquanto MRV&Co era destaque positivo, com o balanço do segundo trimestre também ocupando as atenções.

Por volta de 11h05, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,47%, a 137.259,77 pontos, após fechar na máxima em cerca de um mês na véspera, com o pregão desta quarta também marcado por vencimento de opções sobre o Ibovespa e de contrato futuro do índice.

O volume financeiro somava R$3,66 bilhões.

No exterior, Wall Street tinha um viés mais positivo, com o S&P 500 em alta de 0,39%. De acordo com a equipe da Ágora Investimentos, os mercados no exterior permanecem “influenciados pelas crescentes expectativas sobre o (re)início de cortes de juros na maior economia do mundo”.

DESTAQUES DO IBOVESPA

– CVC BRASIL ON desabava 12,93% em meio à análise do balanço do segundo trimestre, que mostrou prejuízo líquido ajustado de R$15,9 milhões. O Ebitda ajustado somou R$92,3 milhões. Nem a declaração do CEO de que vê “luz no fim do túnel” e que as vendas B2B estão crescendo dois dígitos arrefeceu a pressão negativa sobre os papéis.

– LOJAS RENNER ON recuava 4,61%, tendo como pano de fundo dados de vendas no varejo mais fracos do que as expectativas, que minava o desempenho do setor na bolsa, com ASSAÍ ON em queda de 4,21% e VIVARA ON com declínio de 3,55%, também na ponta negativa.

– MRV&CO ON avançava 3,54%, mesmo após divulgar prejuízo líquido ajustado de R$774,7 milhões no segundo trimestre, revertendo lucro de R$29,4 milhões apurado no mesmo período do ano passado, tendo as operações da subsidiária norte-americana Resia como principal fator para o resultado negativo.

– SÃO MARTINHO ON subia 3,46%, ampliando alta desde a divulgação do balanço no final da segunda-feira, quando o grupo também anunciou a aprovação da expansão da unidade produtora de etanol a partir do processamento de milho (segunda fase) no município de Quirinópolis, em Goiás.

– PORTO SEGURO ON ganhava 2,18% após lucro líquido de R$878,1 milhões no segundo trimestre, um crescimento de 50,4% na comparação com o mesmo período de 2024. O grupo financeiro também divulgou projeções para 2025, incluindo que a receita total da unidade PortoBank deve crescer de 20% a 28%.

– VALE ON subia 0,24%, tendo como pano de fundo a estabilidade do preço do contrato de minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian, na China, que fechou a sessão desta quarta-feira em 795 iuanes (US$110,79) a tonelada.

– PETROBRAS PN caía 0,19%, em meio à fraqueza do petróleo no exterior. O barril do Brent perdia 0,26%. A diretora de Exploração e Produção da Petrobras disse na véspera que foi definida a data para a realização de simulado na Bacia da Foz do Rio Amazonas.

– BTG PACTUAL UNIT cedia 2,32% após disparar na véspera, enquanto ITAÚ UNIBANCO PN <ITUB4.SA> tinha acréscimo de 0,08%, BRADESCO PN subia 0,12%, BANCO DO BRASIL ON avançava 0,78% e SANTANDER BRASIL UNIT registrava elevação de 0,33%.

FORA DO IBOVESPA

– GPS ON disparava 7,08% tendo no radar balanço do segundo trimestre, com lucro líquido ajustado de R$156 milhões no trimestre, queda de 6% ano a ano, enquanto o Ebitda ajustado avançou 16%, para R$405 milhões.

– GRUPO MATEUS ON caía 7,59% após registrar no segundo trimestre lucro líquido de R$349 milhões, declínio de 6,7% ano a ano, enquanto o Ebitda subiu 29,9%, a R$705 milhões. Houve crescimento de 6,1% nas vendas mesmas lojas no período.

– HELBOR ON desabava 8,99%, após o resultado do segundo trimestre mostrar lucro líquido consolidado de R$20,3 milhões, ante R$31 milhões um ano antes, com queda de 11% na receita operacional líquida.

– AMERICANAS ON avançava 6,53%, com o balanço do segundo trimestre mostrando prejuízo líquido de R$98 milhões, bem menor do que a perda de R$1,86 bilhão sofrido um ano antes. A Americanas ainda anunciou que retomou o processo de venda da operação de hortifrutis Natural da Terra.

– MÉLIUZ ON subia 4,67%, em meio a mudanças no acordo de acionistas, com ORG Investments e Lucas Marques Peloso deixando de ser signatários. Nos seus lugares, entraram Gabriel Loures, presidente e diretor de crescimento, estratégia e novos negócios; e Túlio Braga, diretor de operações da empresa.

– MILLS ON valorizava-se 3,96% após balanço do segundo trimestre com lucro de R$87,3 milhões, expansão de 23% ano a ano, enquanto o Ebitda ajustado cresceu 25,7%, para R$227,2 milhões.

– BANCO PINE PN avançava 3%, após lucro líquido de R$83 milhões no segundo trimestre, alta de 30,1% ano a ano, com avanço de 53% nas receitas totais, enquanto as despesas administrativas e com pessoal subiram em ritmo menor.

– MULTI ON <MLAS3.SA> cedia 1,8%, mesmo mostrando lucro líquido de R$19,8 milhões no segundo trimestre, que reverteu resultado negativo de R$52,2 milhões sofrido um ano antes. Houve melhora em receita e margem bruta.

– SIMPAR ON recuava 1,03% tendo o balanço do segundo trimestre em foco, com prejuízo líquido de R$42,9 milhões, ante lucro de R$158,8 milhões um ano antes. O Ebitda, porém, somou quase R$3 bilhões, recorde e alta de 12,5%.

(Por Paula Arend Laier)

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda