Os preços do açúcar fecharam próximos da estabilidade nesta quarta-feira (13), com leves variações mistas nas bolsas internacionais. Em Nova York, o contrato outubro/25 recuou 0,09 cent (-0,53%), cotado a 16,85 cents/lbp, enquanto o março/26 caiu 0,02 cent (-0,11%), a 17,53 cents/lbp. Já o maio/26 avançou 0,02 cent (+0,12%), para 17,23 cents/lbp, e o julho/26 ganhou 0,03 cent (+0,18%), fechando a 17,09 cents/lbp.
Na Bolsa de Londres, o outubro/25 subiu US$ 1,00 (+0,21%), a US$ 487,20 por tonelada. O dezembro/25 teve alta marginal de US$ 0,20 (+0,04%), para US$ 479,60 por tonelada. O março/26 também avançou US$ 0,20 (+0,04%), a US$ 483,40 por tonelada, enquanto o maio/26 ganhou US$ 0,60 (+0,12%), fechando a US$ 483,60 por tonelada.
O mercado segue atento à safra brasileira, que apresenta baixo nível de ATR e produção menor em relação à temporada 2024/25, em função dos problemas climáticos registrados no ano passado. Segundo a Covrig Analytics, relatos de menor produtividade podem reduzir a colheita nacional para menos de 600 milhões de toneladas, bem abaixo da estimativa da Conab, de 663,4 milhões de toneladas.
Análise da Bloomberg aponta que a seca generalizada nos estágios iniciais do desenvolvimento da lavoura prejudicou a produtividade, o que pode pressionar a oferta global.
Por outro lado, dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) são negativos para os preços. A produção de açúcar norte-americana deve atingir um recorde de 9,42 milhões de toneladas curtas na safra 2025/26, impulsionada pelo aumento na produção de beterraba e cana. O órgão elevou sua projeção para o açúcar de beterraba de 5,09 milhões para 5,26 milhões de toneladas e para o açúcar de cana de 4,09 milhões para 4,16 milhões de toneladas.
O USDA também projetou que a relação entre estoques e uso de açúcar — indicador do nível de oferta — ficará em 17,8% na nova temporada, acima do nível de 13,5% considerado adequado para o mercado. Com o aumento da produção, as importações devem recuar para 2,45 milhões de toneladas métricas, contra 3,2 milhões na safra anterior, ampliando a disponibilidade no mercado doméstico após anos de oferta restrita.