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Nesta terça-feira (17), o mercado do milho na Bolsa de Chicago encerrou o dia recuando mais de 1%, na carona de perdas ainda mais agressivas do trigo. Os futuros perderam de 5,25 a 6 pontos nos principais contratos, levando o março a US$ 4,26 e o julho a US$ 4,44 por bushel.
O mercado operou durante toda a sessão em campo negativo e foi intensificando suas perdas, acompanhando não só o trigo, mas também o farelo de soja. Além disso, se ajusta para os novos números que receberá ao final da semana.
E nem mesmo os bons números divulgados pelos USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em seu reporte semanal de embarques, com dados para o milho acima das expectativas do mercado conseguiram superar as cotações na CBOT.
O volume embarcado do milho na última semana pelos EUA ficou acima das projeções – de 860 mil a 1,3 milhão de toneladas – e totalizou 1,492,383 milhão de toneladas. Com este montante, os embarques da temporada já somam 35,726,976 milhões de toneladas, 44% a mais do que no ano anterior.
Os traders retomam seus negócios com atenção à nova safra da América do Sul, sem grandes novidades sobre o quadro global, mas ansiosos pelos números que o Outlook Forum do USDA traz ao final desta semana.
Algumas expectativas sinalizam que o país poderia reduzir a área de milho e aumentar a de soja na safra 2026/27, e outras sinalizam o contrários. As projeções eu chegam entre os dias 19 e 20 ainda não são oficiais – já que estas chegam em março – mas poderão trazer sinais importantes ao mercado.
Ainda no radar dos traders permanecem os quadros financeiro e geopolítico, a nova safra da América do Sul e, principalmente, o plantio atravancado da safrinha no Brasil em função do excesso de chuvas.