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Dívida Rural: O banco está matando a vaquinha leiteira

Vivemos uma confusão que não faz sentido. De um lado, a as noticiais mostram colheitas recordes e o Agro salvando o país. Do outro, vemos produtores desesperados, perdendo o sono com dívidas e pedidos de recuperação judicial. Como pode o setor que mais produz estar tão quebrado?

A resposta conveniente das instituições financeiras é a de que o “risco aumentou”, o que justificaria o endurecimento das garantias, a elevação dos juros e um rigor quase punitivo na concessão de novos créditos. No entanto, de acordo com o economista Hyman Minsky, a realidade é inversa: o custo elevado e a fragilidade do produtor não são a causa do rigor bancário, mas o efeito de uma estratégia predatória dos próprios bancos. É o que podemos chamar de um “tiro no pé” institucionalizado.

Muita gente ainda acredita que o banco só empresta o dinheiro dele ou que alguém guardou no cofre. Será? Minsky provava que os bancos criam dinheiro do nada. Quando você assina um contrato, o banco não retira cédulas de dinheiro papel de uma reserva; ele apenas digita os números na sua conta. Ele cria a moeda através de um lançamento contábil no estalo de um dedo – e depois a destrói quando o empréstimo é pago com juros.

Pior: o banco opera sob uma “hipoteca social”. O dinheiro que ele movimenta vem da confiança da sociedade e dos depósitos dos cidadãos (clientes). Ele tem permissão do Estado para lucrar sobre dinheiro alheio. Ele tem o dever ético de fazer esse recurso circular para o bem da produção, mas prefere transformar o crédito em uma armadilha de dívida infinita – o que Minsky chamava de “Modo Ponzi”, onde o produtor trabalha apenas para pagar os juros da dívida anterior, sem nunca conseguir quitar o que deve até chegar num colapso onde não consegue mais pagar o capital e nem os juros.

Plantar é uma “fábrica sem teto”. Quando a safra quebra, a lei é clara: o produtor tem direito ao alongamento da dívida, mantendo os juros baixos e o prazo adequado. Mas o banco ignora a lei. Em vez de ajudar, ele força o produtor a fazer uma “rolagem”, matando a dívida velha e criando uma nova, muito mais cara e mais pesada.

Nesse rolo, eles ainda entubam seguros inúteis e taxas escondidas (as famosas vendas casadas). O banco não põe a mão no bolso para comprar a semente, não corre o risco do sol e da chuva, mas quer ser o dono da colheita e da terra. Ao sufocar o produtor para bater metas de lucro, o sistema financeiro destrói seu próprio cliente.

Os bancos precisam assumir a responsabilidade. Eles lidam com um recurso que tem função social. Como se celebra na missa, o pão e o vinho são “frutos da terra e do trabalho humano”. O dinheiro deveria ser apenas a ferramenta para que esse milagre aconteça – mesmo com juros justos.

O crédito rural deve ser irrigação, não uma corda no pescoço. Já passou da hora de parar de usar o dinheiro da sociedade para destruir quem realmente produz a riqueza do Brasil.

No campo, todo mundo conhece uma lei sagrada: quem planta, colhe. Não há como fugir dessa conta. Por anos, o sistema bancário plantou juros abusivos e semeou uma dívida que o produtor não consegue mais carregar. Agora, ao verem o aumento das Recuperações Judiciais, os banqueiros tentam culpar a “natureza”, o Estado, o produtor. Menos eles mesmos.

Mas a verdade é que os bancos estão colhendo a tempestade que eles mesmos ajudaram a formar. Ao trocar a parceria pela exploração, o banco envenenou sua própria terra. Agora, não adianta reclamar da safra de prejuízos: no balanço final da vida e da economia, quem planta armadilhas financeiras, colhe inadimplência. O agro é perseverante, mas até a terra mais fértil morre se for sufocada.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda