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Dólar retorna aos R$5,60 com disputa técnica no Brasil e avanço da moeda no exterior

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Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO (Reuters) – O dólar fechou a quinta-feira em alta ante o real, novamente na faixa dos R$5,60, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante parte das demais divisas no exterior, um dia após os EUA confirmarem uma tarifa de 50% para os produtos brasileiros, mas com uma série de exceções.

A primeira metade do dia foi marcada ainda pela disputa pela formação da taxa Ptax de fim de mês, que trouxe volatilidade às cotações.

O dólar à vista fechou o dia em alta de 0,21%, aos R$5,6004. No mês, a divisa acumulou elevação de 3,04%. No ano, porém, a moeda norte-americana acumula queda de 9,36%.

Às 17h08, na B3 o dólar para setembro — que se tornou o mais líquido nesta quinta — subia 0,23%, aos R$5,6390.

Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).

Em meio à disputa dos agentes, o dólar à vista oscilou entre a mínima de R$5,5637 (-0,44%) às 9h02, logo após a abertura, e a máxima de R$5,6256 (+0,66%) às 10h22. Depois disso, a moeda voltou a oscilar em torno da estabilidade até o início da tarde, quando é definida a Ptax, em um claro sinal de que a disputa pela taxa estava gerando volatilidade.

Formada a Ptax (R$5,6021 na venda), a divisa à vista passou a refletir mais livremente os dados e o noticiário do dia.

O avanço do dólar ante outras divisas no exterior dava suporte à moeda norte-americana também no Brasil, após o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, ter indicado na quarta-feira que não tem pressa para reduzir as taxas de juros nos Estados Unidos. Na prática, juros mais elevados nos EUA tendem a significar também um dólar mais forte.

“No médio prazo, ainda acredito em um dólar mais fraco, por conta da criação de incertezas pela Casa Branca”, disse Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, em referência à guerra tarifária desencadeada pelos EUA. “Mas no curto prazo, como há a percepção de juros mais altos no caso do Fed, o dólar sobe”, acrescentou.

O dia foi negativo para os ativos brasileiros de forma geral, com queda firme do Ibovespa e alta das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) e do dólar, após o Banco Central ter mantido na véspera a taxa básica Selic em 15% ao ano, sinalizando intenção de seguir com essa postura nos próximos meses, e depois das isenções tarifárias dos EUA ao Brasil.

No caso do tarifaço, a avaliação entre os agentes era de que o pior foi evitado, mas que a crise desencadeada pelos EUA ainda não foi superada. Nessa linha, o BC citou em seu comunicado sobre a decisão de política monetária na véspera um ambiente externo “mais adverso e incerto” por conta das “políticas comercial e fiscal” dos EUA.

Pela manhã, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o governo brasileiro vai recorrer da decisão dos EUA. Segundo ele, o plano de contingência do governo também será recalibrado após as exclusões anunciadas por Washington.

No exterior, às 17h33, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,28%, a 100,070.

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METODOLOGIA DE PREÇOS DO ALGODÃO – BBM/SINAP

PRODUTO:Algodão em pluma tipo 41, folha 4 – cor estritamente abaixo da média (strict low middling) – (antigo tipo 6, fibra 30/32 mm, sem característica).
UNIDADE DE MEDIDA:Libra-peso de pluma (0,453597 kg) divulgados em real por libra-peso.
ENTREGA:Preço do produto posto-indústria na mesorregião da cidade de São Paulo.
REGIÃO DE REFERÊNCIA:Negócios feitos nas principais regiões produtoras e consumidoras de algodão do Brasil.
TRATAMENTO ESTATÍSTICO:A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.
BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:Média aritmética das informações coletadas.
PERIODICIDADE:Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.
HISTÓRICO:Desde janeiro de 2010.
ORIGEM DA INFORMAÇÃO:Corretoras de Mercadorias associadas a Bolsa Brasileira de Mercadorias através de pesquisas diárias de preços
(confira aqui os nomes das Corretoras).
IMPORTANTE:Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Metodologia cotações

COTAÇÕES AGRÍCOLAS BBM

METODOLOGIA DE PREÇOS AGRÍCOLAS DA BOLSA BRASILEIRA DE MERCADORIAS

REGIÃO DE REFERÊNCIA:

Negócios realizados nas principais regiões produtoras e consumidoras dos produtos no Brasil.

TRATAMENTO ESTATÍSTICO:

A amostra diária é submetida a dois procedimentos estatísticos: média aritmética dos valores informados excluindo-se o desvio padrão (são aceitos valores que estejam no intervalo de dois desvios-padrão para cima e para baixo em relação à média da amostra em 10%) e análise do coeficiente de variação.

BASE DE PONDERAÇÃO DAS REGIÕES:

Média aritmética das informações coletadas.

PERIODICIDADE

Diária (somente em dias úteis). Os preços são coletados junto aos corretores de algodão, entre as 10:00 e 16:00 horas e divulgados, no mesmo dia, até às 17 horas.

HISTÓRICO:

Desde junho de 2018.

ORIGEM DA INFORMAÇÃO:

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

IMPORTANTE::

Valores coletados se referem a negócios realizados no mercado físico, para pronta entrega.

Fonte: Bolsa Brasileira de Mercadorias

Corretoras Associadas/BBM, Cooperativas e Associações de Produtores Rurais.

Lista dos participantes no fornecimento das cotações de preços agrícolas pela BBM

  •  Algotextil Consultores Associados Ltda
  •  Associação dos Cafeicultores de Araguari – ACA
  •  Cereais Pampeiro Ltda
  •  Cerrado Corretora de Merc. & Futuros Ltda
  •  Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas – Cocapec
  •  Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha – Coocafé
  •  Correpar Corretora de Merc. S/S Ltda
  •  Corretora Nacional de Mercadorias
  •  Costa Lima Corretora de Commodities Agrícolas Ltda
  •  Cottonbras Representação S.S. Ltda
  •  Cottonbrasil Corretores Associados Ltda.
  •  Depaula Corretora Ltda
  •  Expoente Correto. Merc. Imp. Export. Com. Represent. Ltda.
  •  Fibra Comercial e Corretora de Merc. Ltda
  •  Globo Corretora de Merc. Ltda
  •  Granos Comércio e Representações Ltda.
  •  Henrique Fracalanza
  •  Horus Algodão Consult. e Corretagens Ltda
  •  Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses – IBRAFE
  •  JC Agronegócios EIRELI
  •  Laferlins Ltda.
  •  Lefevre Corretora de Mercadorias Ltda
  •  Mafer Agronegócios Ltda
  •  Mercado – Mercantil Corretora de Merc. Ltda
  •  Metasul Corretora Ltda
  •  Orbi Corretora de Mercadorias Ltda.
  •  Pluma Empreendimento e Participações S/S LTDA
  •  Renato – Agronegócio e Licitações Ltda
  •  Renda Corretora de Agroneg. e Transp.s Ltda
  •  Risoy Corretora de Merc.
  •  Robert Daniel Corretora
  •  Rocha Corretora de Merc. Ltda
  •  Rural Assessoria e Commodities Agricolas Ltda
  •  Sandias Corretora de Commodities Ltda
  •  Santiago & Oliveira Com. e Ind. Ltda
  •  Santiago Cotton Ltda
  •  Souza Lima Corretora de Mercadorias Ltda
  •  T.T. Menka Corretora de Mercadorias S/C Ltda.
  •  Translabhoro Serviços Agrícolas Ltda
  •  Vitória Intermediação de Negócios Ltda